Sabemos pela Bíblia que colhemos o que tivermos semeado antes

JOSÉ REIS CHAVES

Sabemos pela Bíblia que colhemos o que tivermos semeado antes

A lei de causa e efeito é um dos maiores ensinos da Bíblia e de outras escrituras sagradas. Por ela, vamos colhendo o que semeamos. E o Nazareno confirmou-a com ênfase: ninguém deixará de pagar tudo até o último centavo (Mateus 5: 26).

Ela é divina, mas é manipulada por nós mesmos. Daí que temos de pagar tudo até o último centavo.

Quando eu estudava para padre redentorista, ouvia-se dizer muito sobre ela: “É, a lei de Deus é rigorosa!”. E ninguém percebia que, pago o último centavo, o indivíduo fica quite com suas dívidas e que, pois, as chamadas penas “eternas” eram jogadas por terra, totalmente.

A religião que mais difunde essa lei bíblica é o espiritismo. E esse é um dos motivos de ele ser muito atacado, geralmente, pelos líderes de outras religiões bíblicas, que querem passar a ideia de que os “devedores” podem anular seus “débitos”, se forem fiéis seguidores deles e, principalmente, se derem polpudos dízimos à sua igreja, que na verdade vão para os bolsos deles.

Mas deve-se dizer que nem todos os líderes religiosos agem exclusivamente com essa intenção! Porém a verdade é que eles estão atacando também um dos mais importantes ensinamentos bíblicos! Eles ignoram ou fingem ignorar que essa lei de causa e efeito é divina. O argumento mais comum deles é que pagar uma dívida, sem o conhecimento dela, é uma incoerência. E aqui calha bem um ensino bíblico: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor” (Isaias 55: 8).

Para a Bíblia, os fatos da vida presente mostram-nos o que fizemos no passado, pois eles são a colheita da semeadura que fizemos. E, se a semeadura é no passado com relação à colheita no futuro, e a colheita é no futuro com relação à semeadura do passado, isso, claramente, sugere-nos a ideia da reencarnação que incomoda muito os fanáticos contra ela! A desculpa deles para atacá-la, e a isso já nos referimos, é sempre afirmar que se a reencarnação é para quitar nossas faltas, que são desconhecidas por nós, o pagamento delas não tem lógica. Mas como ela não tem lógica, se se trata de uma lei bíblica e divina? Se a Bíblia e outras escrituras sagrada dizem que colhemos o que semeamos, logo, pelo que colhemos, sabemos, pelo menos em parte, o que semeamos. E, atualmente, com o avanço da ciência, a humanidade já pode saber fatos importantes de suas reencarnações anteriores, por exemplo, através da terapia de vivências passadas (TVP), que começou com o médico francês, em 1875, prêmio Nobel de Química, em 1913, Charles Richet.

E há os médiuns que têm o dom de lembrar os fatos importantes de suas vidas anteriores. Ademais, realmente, nós podemos não saber claramente a causa dos fatos presentes, até mesmo quando a causa é da vida atual, o que, porém, não anula a causa. Um indivíduo, que tem sífilis, sabe que está doente porque contraiu o vírus da sífilis, embora ele possa não saber bem quando e como o contraiu. É assim, mais ou menos, que acontece com o pagamento de faltas de vidas anteriores. E a reencarnação é principalmente para evoluirmos.

Voltemos à Bíblia (Jó 8: 9): “Somos de ontem e nada sabemos”. Podemos, pois, ignorar até mesmo que já existíamos antes desta vida. O próprio João Batista não sabia que seu espírito era o mesmo de Elias, mas Jesus (Mateus 11: 14) o confirma: “Ele é o Elias que estava para vir, quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”

PS: “Presença Espírita na Bíblia” com este colunista, na TV Mundo Maior.

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