Causas das Aflições

1P Nisso e Direito
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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Causas das Aflições
( Reynollds Augusto)

Sabe leitor, difícil caminhar pelas estradas do mundo sem experimentar aflições. É condição própria do nosso planeta atrasado, pois atrasados são os seus habitantes, nós. Mas, tudo é um processo e já foi pior
Os imortais cognominam o nosso planeta azul de “Provas e Expiações”. Ou o “cabra” está aqui sendo provado, passando por testes de aptidão espiritual ou está submetido á expiação que é uma espécie de “penalidade natural”, “não sairás daí, ( da Terra) enquanto não pagares até o ultimo ceitil”.
Como cem anos não dão para nada, espíritos imortais que somos, retornamos em outros corpos, outras “roupas” para depuração, afinal “nenhuma só das ovelhas do meu Pai se perderá”, Jesus. Nesse ínterim vamos aprendendo, evoluindo se “salvando”, como dizem as religiões.
Mas ontem, no Centro Espírita Jesus de Nazareth, de Itaporanga, foi uma noite rica de exemplos, com a presença de pessoas novas. Segunda, pelas 20 horas, estaremos lá, novamente. Venha, leitor! Ali, no Centro Espírita Jesus de Nazareth, por trás da igreja católica, vizinho á Farmácia Cristo Rei, da minha colega Corrinha. Todas as segundas, evangelho e vida com tratamento espiritual.
O tema não poderia ser o melhor: Causas das aflições. É que nós somos resultados de nós mesmos, do que pensamos e do que fazemos. Um debate rico de exemplificação, conduzido por nosso irmão José Campos.
Vamos ao texto, dos imortais:
Causas Atuais das Aflições
4 – As vicissitudes da vida são de duas espécies, ou, se quisermos, tem duas origens bem diversas, que importa distinguir: umas têm sua causa na vida presente; fora desta vida.
Remontando à fonte dos males terrenos, reconhece-se que muitos são as conseqüências naturais do caráter e da conduta daqueles que os sofrem. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição! Quantas pessoas arruinadas por falta de ordem, de perseverança, por mau comportamento ou por terem limitado os seus desejos!
Quantas uniões infelizes, porque resultaram dos cálculos do interesse ou da vaidade, nada tendo com isso o coração! Que de dissensões de disputas funestas, poderiam ser evitadas com mais moderação e menos suscetibilidade! Quantas doenças e aleijões são o efeito da intemperança e dos excessos de toda ordem!
Quantos pais infelizes com os filhos, por não terem combatido as suas más tendências desde o princípio. Por fraqueza ou indiferença, deixaram que se desenvolvessem neles os germes do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que ressecam o coração. Mais tarde, colhendo o que semearam, admiram-se e afligem-se com a sua falta de respeito e a sua ingratidão. Que todos os que têm o coração ferido pelas vicissitudes e as decepções da vida, interroguem friamente a própria consciência. Que remontem passo a passo à fonte dos males que os afligem, e verão se, na maioria das vezes, não podem dizer: “Se eu tivesse ou não tivesse feito tal coisa, não estaria nesta situação”.
A quem, portanto, devem todas essas aflições, senão a si mesmos? O homem é, assim, num grande número de casos o autor de seus próprios infortúnios. Mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, e menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a falta de oportunidade, sua má estrela, enquanto, na verdade, sua má estrela é a sua própria incúria.
Os males dessa espécie constituem, seguramente, um número considerável das vicissitudes da vida. O homem os evitará, quando trabalhar para o seu adiantamento moral e intelectual.
5 – A lei humana alcança certas faltas e as pune. O condenado pode então dizer que sofreu a conseqüência do que praticou. Mas a lei não alcança nem pode alcançar a todas as faltas. Ela castiga especialmente as que causam prejuízos à sociedade, e não as que prejudicam apenas os que as cometem. Mas Deus vê o progresso de todas as criaturas. Eis por que não deixa impune nenhum desvio do caminho reto. Não há uma só falta, por mais leve que seja, uma única infração à sua lei, que não tenha conseqüências forçosas e inevitáveis, mais ou menos desagradáveis. Donde se segue que, nas pequenas como nas grandes coisas, o homem é sempre punido naquilo em que pecou. Os sofrimentos conseqüentes são então uma advertência de que ele andou mal. Dão-lhe as experiências e o fazem sentir, a diferença entre o bem e o mal, bem como a necessidade de se melhorar, para evitar no futuro o que já foi para ele uma causa de mágoas. Sem isso, ele não teria nenhum motivo para se emendar, e confiante na impunidade, retardaria o seu adiantamento, e portanto a sua felicidade futura.
Mas a experiência chega, algumas vezes, um pouco tarde; e quando a vida já foi desperdiçada e perturbada, gastas as forças, e o mal é irremediável, então o homem se surpreende a dizer: “Se no começo da vida eu soubesse o que hoje sei, quantas faltas teria evitado; se tivesse de recomeçar, eu me portaria de maneira inteiramente outra; mas já não há mais tempo!” Como o trabalhador preguiçoso que diz: “Perdi o meu dia”, ele também diz: “Perdi a minha vida”. Mas, assim como para o trabalhador o sol nasce no dia seguinte, e começa uma nova jornada, em que pode recuperar o tempo perdido, para ele também brilhará o sol de uma vida nova, após a noite do túmulo, e na qual poderá aproveitar a experiência do passado e pôr em execução suas boas resoluções para o futuro.

Como disse o cantor: “É preciso saber viver.”

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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