A Lição da Gruta

PENSE NISSO . MAS PENSE AGORA MESMO
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A Lição da Gruta
(Reynollds A Cabral)

Sabe leitor, nada mais eficiente e estabilizador do que possuir uma fé racional. É até estanho relacionar fé com racionalidade, mas, a real, tem a ver.

Geralmente consideramos fé a nossa confiança em alguma crença, algum sistema religioso. Muitos não sobrevivem ao menor questionamento. Esse tipo de fé é construção humana, que dista da fé racional que não crê, mas sabe.

É preciso ter fé, sabendo e não ter uma fé, pesando que se sabe. Foi por isso que Jesus, o maior espírito que já veio por essas “bandas”, disse: Buscai a verdade que ela vos libertará”. Isso sim é fé.

Tudo isso me fez recordar daquele conto do livro do meu irmão MECIADES JOSÉ DE BRITO, que realiza um trabalho espírita de fé, na cidade de Sapé. Vale a pena compartilhar:

“ A Lição da Gruta

Jesus, quando esteve no mundo , cuidou de preparar seus discípulos para as várias situações e dificuldades que eles teriam que superar, para a divulgação do Evangelho.

Aqueles simples pescadores, embora moralmente virtuosos, necessitavam de novas experiências, a fim de consolidar os ensinamentos recebidos. Pensando nisto, certa feita o Mestre os convidou a ir a uma gruta. Não disse quantos dias ali passariam.

Tão logo adentraram a gruta, o Mestre lhe deu conhecimento da missão que deveriam realizar naquele local. Cumpria—lhe unicamente rever e discutir, em grupo, os ensinamentos já apresentados. Pediu-lhes o mestre que todos se mantivessem preocupados apenas com esse propósito e que aguardassem o seu retorno, pois necessitava de ir a um lugar mais reservado. Orientou-os a não desanimar e perseverar no aprendizado.

NO PRIMEIRO DIA todos ficavam satisfeitos. Havia muita paz no ambiente a convivência fraterna entre ele deixava o grupo muito unido e todos se sentiram reconfortados , diante das consoladoras lições evangélicas. Findou o dia e o mestre não voltou.

NO SEGUNDO DIA, recomeçaram o aprendizado e novamente puderam sentir a felicidade de estarem juntos, e usufruíram de paz e amor que o Evangelho proporciona. Ansiavam retornar á vida junto aos homens e disseminar a luz do Evangelho por todos os cantos.Findou o segundo dia e o Mestre não retornou.

NO TERCEIRO DIA, já sinais de impaciência com a ausência do senhor, mas, atentos á sua recomendação, reiniciaram o estudo do Evangelho. O dia transcorreu em clima de muita tranqüilidade, e recordação de varias parábolas serviu de alento para aquela espera, que já estava se tornando angustiante. Todos sentiam a vontade de saia da teoria para a prática, voltando ao convívio com os homens para auxiliar e servir. Ao fim do terceiro dia, o Mestre também não apareceu.

Assim, passaram-se os seis primeiros dias e eles, disciplinadamente, repetiram, a cada dia, o que haviam feito nos dias anteriores. A cada dia , no entanto , diminuía-lhes a empolgação. No sétimo dia, já desesperados com a ausência do Mestre, decidiram abandonar o local. A dúvida, a incerteza, o desânimo, o desespero, o temor, a descrença e a falta de perseverança haviam enfraquecido a fé daqueles valorosos trabalhadores.

Ao saírem da gruta, a surpresa: todos estavam leprosos!

Apavorados e aflitos retornaram ao interior da gruta. Ao chegarem ao lugar de antes, encontraram Jesus que os esperava pacientemente. Vendo o Mestre todos se encheram de alegria, coragem, ânimo e fé. Tomando a dianteira, Pedro falou pelo grupo:

– Senhor, onde estiveres? Te esperamos por sete dias, até que, sem saber que fazer, decidimos sair. Vê o que aconteceu conosco, estamos leprosos!

Jesus, fitando-os com bondade, disse-lhes: Não vejo, em vossos corpos, doença alguma!

– E eles, perplexos, se entreolharam e constataram que não estavam doentes. Mas, como?… retrucou Pedro, – ainda há pouco… Nos vimos lá fora… Estávamos leprosos!

Só então compreenderam o sentido da gruta: A dúvida, a incerteza, o desânimo, o desespero, o temor, a descrença e a falta de perseverança são doenças tão perversas para a alma, quanto a lepra para o corpo.

A alegria, a coragem, o ânimo e a fé funcionam como remédio, livrando-os do mal.

Tenha fé, meu filho!

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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