Apaixone-se!

Boas Paixões
(Reynollds Augusto )
 
Sabe, leitor, aqui em casa nós nos reunimos todos os domingos pelas 17 horas para discutir temas espirituais, que são valores precedentes, pois antes de tudo somos espíritos vivendo experiências corporais. É o nosso chamado EVANGELHO NO LAR, momento importante para a formação psicológica da família.
 
Tudo nesse plano é impermanente e, não se engane, daqui a pouco seremos todos “história”, pois o tempo é ilusão.
 
Mas, fique triste não que só quem morre é o corpo físico. Ele precisa devolver os elementos químicos que o constitui á mãe natureza. É justo. Foi um empréstimo. Nós, a individualidade que pensa e que sente, seguimos, pois não tem jeito, somos imortais.
 
Depois de criado pela causa primária de tudo que as religiões chamam de Deus, não tem jeito, repito, é preciso seguir essa vida imortal. É preciso progredir. As religiões chama isso de salvação, no sentido de resgate, mas salvação aqui tem sentido de evolução, aprimoramento.
 
O tema dessa tarde foi interessante. Geralmente elegemos uma passagem evangélica, um princípio de vida e seguimos com um texto para análise desses grandes “ases” do saber, como os artigos da veneranda Joana de Angelis, uma mulher fera, que deu a sua vida física, por três vezes, para defender a verdade, quando estagiou por essas bandas.
 
O danado que para entender a grande Joana é preciso ter um dicionário de socorro à mão, pois ela fala bonito, com a riqueza das expressões, uma linguagem culta, própria desses espíritos experimentados. Eu gosto, pois vou descobrindo palavra que ás vezes nem o “Orélio” possui. Mas, hoje, temos a net.
 
De uma forma ou de outra vou enriquecendo o meu dicionário e anotando as palavras para um uso posterior. A linguagem jurídica também é rica, mas usa mais de tecnicismo próprio, Joana não, a sua cultura é resultado da sua vivência e a emoção das letras própria de quem, realmente encontrou Jesus e tudo isso sem “pieguismo”.
 
Ô Espírito sabido!
 
Mas, o tema de domingo foi “perfeição” e usamos um texto do escritor Richard Simonetti. Esse escreve simplesmente profundo, sem “arrodeios”. Faz parte da biblioteca da minha vida.
 
Eu não sabia, ou pelo menos acreditava que toda paixão é má e ontem descobri que não, que há a boa paixão. Explico:
 
A paixão não pode ser encarada, apenas, como um sentimento nocivo, que produz desequilíbrios, como ‘aquela manchete de jornal que noticia que o marido matou a mulher com vinte facadas, pois a esposa pretendia deixa-lo e ele, apaixonado, não podia viver sem ela’. Isso é doença, pois ninguém é de ninguém.
 
Mas, há outro tipo de paixão. É que uma mesma expressão serve para identificar outros sentidos, sendo preciso entender o contexto. Existe a paixão que representa um estímulo á evolução. Como o autor esclarece: “Significa nosso envolvimento intenso com o que fazemos ou com quem nos relacionamos. Isso favorece o desenvolvimento de nossas potencialidades intelectuais, morais, emocionais…”.
 
Então, leitor, tenha paixão por seu trabalho, por seus estudos, por seus projetos pessoais. Tenha paixão por uma causa nobre, como a causa de Jesus, da Doutrina Espírita e se entregue, sem “desculpismo” embaraçante. Tenha a boa paixão por sua família e seja perdidamente apaixonado pela vida. Ela não cessa.
 
APAIXONE-SE!
 
PENSE NISSO! MAS PENSA AGORA MESMO
 
Rey Auca's photo.
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