Alguém Se Despede

PB12047025_185774031754132_6882515703691687586_nPENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

…………………………………………………………………………..
Alguém Se Despede
(Reynollds Augusto Cabral)

Amigo leitor existe um fato que é inquestionável, diria até um axioma científico: estamos na contagem regressiva para o retorno á nossa verdadeira casa, ao mundo espiritual, à dimensão quintessenciada da vida.

Cada dia o nosso corpo morre um tiquinho. Da volta, ninguém foge. O “minicurso” por aqui é breve demais, dai ser preciso entender o que é essencial e não se distrair com o que é secundário.

A ligação precisa do espírito, que somos todos nós, por meio do períspirito, quintessenciado e que o apóstolo Paulo chamou de corpo espiritual, é tão firme ao corpo, que pensamos que somos esse corpo e arrazoar assim é errado. Na verdade não são somos um corpo que tem um espírito e sim um espirito que tem um corpo, temporariamente.

Quem pensa o contrário, se dá mal.

Hoje eu fui cumprir mais um missão funcional e saí pelo sertão poético para realizar comunicações judiciais, citações, intimações e tudo mais. O “meirinho” é quem materializa as decisões, os despachos em abstrato do Estado-juiz. Sem ele tudo fica na tese. E pensar que o novo Código Processual alçou o Oficial de Justiça á condição de conciliador. Como isso será regulamentado é que veremos, mais ônus e, como sempre, menos bônus.

Mas, gosto de minha profissão. Gosto de varar o Sertão para procurar as pessoas, conversar, entender os seus dramas, participar de suas dúvidas, de seus desabafos.

Todo oficial de Justiça tem um “Q” de psicólogo. É por ele, na sua maioria, que a parte tem o primeiro contato com a Justiça. É preciso tato, equilíbrio, para não deixar que as demandas diversas influenciem na nossa vida pessoal. É preciso fazer-lhe ver da importância da Justiça, mesmo com as suas deficiências pontuais.

Os litígios não são nossos, não podemos tomar parte na problemática e ser tão neutro quanto o estado- juiz, que está aí para dar o Direito de cada um.

É difícil ser julgador, eu diria uma missão.

Apesar de o agente político ter como esteio o norte da lei, retirar o que está em abstrato para a vida real é complicado. Complicadíssimo.

Outro dia, tive que retirar de uma mãe um filha para o Pai, que a acionou. Você sabe o que é fazer isso, leitor? Sair do plano abstrato e realizar aquele: …CUMPRA-SE, do juiz? É preciso equilíbrio. O magistrado “prepara a bomba, os escreventes a empacotam e ela estoura em nossas mãos”.

Mas, deu tudo certo. É preciso saber como fazer. Espero que a garotinha tenha se adaptado á nova situação.

Mas hoje eu fui á cidade de Pedra Branca e faço isso geralmente nas sextas-feiras. Gosto daquela pacata cidade. Povo bom, hospitaleiro, feliz. A cidade das belas pedras, uma arte de Deus.

Quando retornava a Itaporanga parei e reverenciei a despedida de mais um dos seus filhos á Pátria espiritual, a nossa próxima parada. As pessoas circunspectas, rezando, conduzindo o corpo ao”museu das vidas”, a céu aberto. E toda vez que vejo a morte, penso o quanto é importante valorizar os nossos momentos, que passam rápidos.

“É preciso prestar mais a atenção na vida,” nos nossos.” Nossos” filhos, nossas esposas, nossos maridos. Nossas mães, nossos pais, nossos avós. Eles logo se vão, pois o tempo é ilusão.

São momentos fugidios e por isso que é bom prestar a atenção. Quem não presta a atenção da vida não vive, apenas existe.

PRESTE A ATENÇÃO, LEITOR!

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

Leave a Comment

Filed under Sem categoria

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *