E Botaram Uma Tela Intransponível no Céu de Itaporanga

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PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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E Botaram Uma Tela Intransponível no Céu de Itaporanga
(Reynollds Augusto Cabral)

Todo mundo sabe que o brasileiro é “cabra” espirituoso. Ainda bem porque senão o sofrimento seria agravado. Estão dizendo pelas ruas da Rainha do Vale que Deus pôs uma tela a circundar o município de Itaporanga, a fim de que a santa chuva não caia no nosso torrão.

A chuva sempre chega até o munício de Piancó, por meio de um belo quadro artístico no céu, formando nuvens pesadas com relâmpagos e tudo, mas fica por lá mesmo.

Nem o nosso belo Cristo rei, lá do alto da Serra do Cantinho está ajudando. Estão, à boca miúda, dizendo que é castigo. Eu não creio. Penso que um alerta ao Governo Ricardo Coutinho para tirar do papel a adutora de engate rápido, urgentemente, a transportar uma parcela da água, da barragem de Nova Olinda, que dá, mais ou menos, uns dez açudes desse nosso, e que está completamente seco.

Quem diria!?

Também! Usaram e abusaram da nossa pouca água. É a colheita, ela é certa e vem no seu devido tempo. Das leis naturais ninguém foge. Há uma profecia contemporânea que diz que a próxima guerra mundial será pela água, com exércitos guardando os mananciais para ninguém usa-la clandestinamente.

Coisa horrível ! Mas é possível.

Nós estamos regidos por leis naturais e que aplica a cada um o que é seu e coletivamente também.

Tem gente que pensa que DEUS, a causa, não necessariamente o “deus” pregado pela maioria das religiões, vive a distribuir graças e milagres tão somente porque acreditamos nele. Ou fazemos barganhas. Isso é percepção espiritual limitada. Já estamos mergulhados por suas leis e cada ação, pensamento,omissão, geram consequências em nossas vidas. Por isso tudo está certo. Como dizem os imortais, “a felicidade ainda não é deste mundo”.

A grande verdade é que a água está minuindo cada vez mais e os nossos políticos não despertaram para isso e nem o povo. Ainda vive uma vida de gado.

O danado é que aqui em Itaporanga, como não está vindo água do céu, estão tirando da terra. Itaporanga está virando um “queijo suíço” e quem tem dinheiro faz seu poço. Isso não dará certo!

Não há critérios para essas perfurações e os poderes públicos, também estão adormecidos. Não impõem regras claras para essas ações particulares. Mas, a culpa é do governo, já que ele não faz, é preciso buscar saídas.

Quem sofre é a população humilde.

Comprar água tá ficando cada vez mais caro. Já disse aqui em casa que vamos ter que ficar com a roupa no corpo por mais tempo. Não está dando para tomar banho com dantes e botar “aquele cheirinho, para cobrir aquele outro cheirinho”. Vamos que ter que “europeizar” os nossos hábitos, banhar de dois em dois dias, levar só as partes e “meter” perfume para cima.

Dá para enganar.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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A Vida Começa Antes, Muito Antes

PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO

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download (3)A Vida Começa Antes, Muito Antes.

(Reynollds Augusto)

Aqui em casa nós fazemos espécies de congressos familiares. Sem querer querendo eu encaminhei as minhas garotas para estudar o Direito Social, que movimenta o Estado.

A nossa constituição é comparável a Deus, guardada as devida proporções, pois como Deus só Deus. Que é a causa primária de todas as coisas, inteligência suprema do universo e possuidor dos atributos máximos de perfeição. Por mais que tentemos adjetivá-lo, nossa linguagem é pobre para definir o indefinível.

Mas a causa do nosso Estado é a Constituição, como a causa da vida é Deus, de verdade. A constituição é o “deus” do Estado, que é parâmetro para nortear as feituras legislativas inferiores à sua amplitude. Ela tem princípios indicadores do nosso caminhar.

Tudo que a contraria pode tornar-se inconstitucional, fora da órbita das suas “intenções”, desse “deus” constitucional. Aqui temos agentes políticos que formam o Supremo Tribunal Federal, representantes da jurisdição, “o poder que faz”. É essa composição colegiada que bate o martelo final.

As meninas estão pagando Civil I, estão colocando os pés nesse universo de conhecimentos, sempre em aperfeiçoamento, pois como diz o poeta “a vida não pára”, nem mesmo depois da morte do corpo físico, mas aí a jurisdição é outra, e o direito também, tão perfeito quanto o seu criador.

Mas, o Direito do Estado tem relação com as nossas experiências presentes, sendo circunscrito á uma região, a uma localidade. Somos cidadãos do universo e por vezes reencarnamos em Estados diversos para aprender, entrar em contato com outras culturas, nos humanizar. Mas, cada experiência é única, sendo preciso aproveitá-la o máximo possível.

O debate hoje girou em torno nas teorias de quando a personalidade começa. Basicamente são três: A natalista, a da personalidade condicional e a concepcionista. Foi bom o debate. Teorias discutidas, posições formadas, o nosso Código Civil adota a natalista, sustentando que a personalidade civil começa do nascimento com vida. Tá certo.

Como só a pessoa tem personalidade jurídica é importante saber quando a pessoa torna-se figura jurídica. Muito antes disso nós fomos criados por Deus, não o “deus do Estado”, mas pela causa primária da vida.

Acho que devemos ter mais ou menos uns dez a quinze mil anos. Não somos apenas essa personalidade, com esse RG, com esse CPF, com esse título de eleitor, com essas ilusões. Somos mais do que isso. Somos uma individualidade que representa a soma das nossas personalidades. O esquecimento do que realmente somos é temporário e necessário.

A vida vem de muito antes do berço. Somos cidadãos do universo, formando a nossa individualidade. Temos tempo, pois somos imortais, experimentando corpos mortais.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

 

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Pense Dezenove Anos

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Dezenove Anos 
(Reynollds Augusto Cabral)

Há dezenove anos a magia começou a acontecer. Estava trabalhando em Itaporanga, ajudando a movimentar a jurisdição, pois sem o Oficial de Justiça a justiça não anda e muitas vezes é só por ele que as teses jurídicas viram realidades, sai da “abstração”, da mesa do Estado-Juiz e vira fato.

É “mei” complicado ir para a “guerra”, mas é necessário. É bom também dizer que nem sempre é “tempo de guerra” e há também tempos de paz. Somos emissários do bem e “do mal”. Por vezes alegrias nos rostos, na maioria ar de reprovação, mas com o Estado ninguém pode.

Por isso é bom andar na linha.

Quem disse isso foi à veneranda JOANA DE ANGELIS, que possui uma riqueza vocabular invejável, sendo preciso está com o dicionário próximo para entender algumas palavras que ela usa, em sua maioria. Também, sempre foi estudante das letras, mas reencarnações que por aqui estagiou. Às vezes só no universal Google encontro o significado de suas palavras. Nem a riqueza das expressões jurídicas consegue aproximar-se da sua sinonímia.

Diz ela, com relação ao Pai e á mãe, de maneira simples, mas profunda.

“Ser pai ou mãe é uma grande responsabilidade. Cada criatura traz o destino que organizou para si mesma em reencarnações passadas. No entanto, ela nunca deixará de assimilar os exemplos vividos no lar pelos pais. A primeira escola é, pois o lar, e este, por sua vez é o resultado da conduta dos esposos que se devem esforçar pra fazê-lo agradável, honrado e rico de paz. Abençoa o teu filho com as tuas palavras e conduta, fazendo-te amigo dele em todas as situações. Os filhos, como todos nós, somos de Deus, e prestarás conta do empréstimo que te foi concedido para educar.”

A nossa missão estava por começar.

O telefone toca e sou informado de que a esposa estava indo à mesa de cirurgia para se submeter a procedimento de urgência, pois as minhas lindas gêmeas estavam querendo vir ao mundo. Acho que esse é o momento mais importante da vida de um Pai e de uma mãe. É o coroamento do amor.

Não deu outra, ensimesmei-me. Peguei o meu Del Rey azul e peguei a estrada. Fui voando, correndo o risco de ficar na estrada. A luta da mãe para chegar ao hospital foi um desespero. Ainda bem que a esposa estava protegida por um anjo, Terezinha Francelino, que era casada com meu tio.

Houve uma complicação na ultima ultrassonografia. Identificou-se que a minha galega, que agora se “abestalhou” em ficar ruiva, estava engolindo sangue e a cirurgia teria que ser imediata. Terezinha enlouqueceu pelas ruas de João Pessoa. Contatos com a Doutora Lúcia, mesa cirúrgica pronta e com setes meses as minhas princesas vieram ao mundo. Depois foi um luta para elas vingarem, mas isso já é outra estória.

Hoje as garotas estão entrando no mundo das buscas, pois o planeta é um campo de aprendizado. Saiu da escola básica e foram á Faculdade. Estão estudando o Direito Social, mas antes aprenderam o “Direito de Deus”. Aprenderam valores, sentimentos e conheceram muito, apesar da pouca idade.

Por vezes, quando converso com elas penso que estou falando com meu Pai, pela maturidade. Dizem que sou um “meninão” e sou mesmo. É bom viver sem gravidade, feliz, pois não podemos perder tempo com a tristeza e estamos todos na contagem regressiva para o retorno a “casa do Pai”.É inteligente aprender a viver.

À Camila e à Thays 
O meu amor eterno. 
É o começo da vida .
É preciso, da real estrada, 
Não se afastar. 
Quem sabe ficaremos juntos mais 19 anos 
E dá até para mais 19,
Mas, de uma forma ou de outra 
Nossa história de amor jamais se acabará.
Somos imortais, buscadores
Estaremos juntos, sempre vamos nos aproximar…

As amo.

PARABENS!

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PENSE NISSO! MAS PENSE CARNAVAL

 

 Foto de Rey Auca.

PENSE NISSO! MAS PENSE CARNAVAL
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Carnaval e Máscaras

Confesso a você leitor que eu estou feliz. O nosso programa PENSE NISSO, que vai ao ar das segundas á sextas-feiras, pela Rádio Boa Nova de Itaporanga, sempre ás 17 horas. (http://www.radios.com.br/aovivo/Radio-Boa-Nova-87.9-FM/31336 ou baixar aplicativo para celular http://www.radiosnet.com/ ) está cumprindo o seu papel e chegando longe.

Amigos itaporanguense espalhados por esse mundo de meu Deus acompanham as nossas teses, que não são nossas e apenas as repassamos. A internet é uma conquista da humanidade, do pensamento. E pensar que estamos “anos-luz” da tecnologia existente no mundo espiritual, a nossa próxima parada. É sempre assim, primeiro lá, depois aqui.

Ontem fizemos uma relação entre carnaval e as máscaras, com base em um eficiente texto do escritor e expositor espírita pernambucano Liszt RANGEL. Nós tentamos trazê-lo para o SERTAO JOVEM desse ano, mas não foi possível. Seria Jovem falando para jovem.

Gosto muito do Liszt, já esteve aqui em outra época e é bom ouvi-lo falar. Mas, como a programação não é nossa e sim da espiritualidade acertamos com quatro “feras” do conhecimento espírita, os nossos conterrâneos, o poeta MERLÃNIO MAIA e DANILLO JONANTAH; a esposa do Merlânio, Raquel Maia e André, que faz parte do Grupo Espírita ESCOLHAS DE LUZ.

Como disse o Liszt, “Estava escrito”. Será um Sertão Jovem de arte, muitas músicas e poesias.

Mas o texto do nosso irmão Liszt intitulado “Em que Mundo Você Vive?” serve de reflexão. Começa com uma lenda que retrata uma festa promovida pelo Rei. A festa diz respeito ás utopias. Sem convite não poderia entrar. Três pessoas tentaram entrar na festa, a realidade, a verdade e a fantasia. Não é nem preciso dizer que as duas primeiras nem passaram da porta.

A última, bonita, misteriosa, “cheia de alegria” entrou, mas logo depois algo aconteceu, sua roupa diluiu-se e ficou completamente nua, sem alegorias, sem luxo. A fantasia transformou-se na verdade, que sempre aparece. Foi por isso que Jesus, o maior de todos, já disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”. E ela vai libertar cada um, no seu devido tempo e será uma festa, uma festa de amor e conhecimento.

Eu gosto do carnaval. Mas não de todo ele. A época faz-me relembrar o meu velho Pai Ademar Augusto, quando levava a família toda para o Campestre Esporte Clube, no seu Chevette vermelho, 78. Foi nele que aprendi a dirigir, depois de observá-lo, dirigindo. Algumas batidas, abalroamentos, mas tudo certo. Naquele tempo não existia esse negócio de “escola”. Foi na marra mesmo e sem ele saber. As surras eram constantes.

Mas, era momentos “família”, molhados, com a velha orquestra do saudoso COSTA, sem arruaças, drogas e tudo mais. Hoje a festa tem muitas fantasias, drogas, sexos, ilusões e pouca verdade.

A grande verdade é que estamos adormecidos, ainda, e poucos querem dar de cara com a verdade. Usamos muitas máscaras sociais e por vezes, pensamos que somos elas. As máscaras até fazem parte, pois implica o comportamento ideal, mas a nossa evolução vai acabar com todas e seremos autênticos, no tempo da maturidade, sem máscaras, originalmente certos, pois , segundo Jesus, “nenhuma ovelha se perderá”.

É tempo de verdade.
E brinque o carnaval sem se manchar.
Ela, a verdade, sempre aparecerá.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

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Cultuando o que não existe

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Cultuando o Que Não Existe

(Reynollds Augusto Cabral)

A ignorância é o mal do mundo e leva tempo para ser contida, pois depende de maturidade. Ela agrura o sentimento e a razão. Foi por isso que Jesus, o governador desse “Planetinha Terra”, “perdido” na imensidão do cosmo, localizado numa galáxia que comparada ás outras mais parece um beco, perdido na grandeza de uma metrópole, disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará”.

“Há muitos cegos conduzindo cegos.”

Hoje eu vi na net, onde tudo dá, uma espécie de Igreja que rende culto ao “Lúcifer”, a satã. A danada é vermelha, bancos, paredes… e um quadro á frente com a imagem do “dito cujo”, com um chifre na cabeça, sorrindo para a vida, ironicamente. É um culto á ilusão, mas o seu idealizador foi criativo. Dizia ele que seria uma homenagem ao protesto, ás coisas como estão, uma rebeldia a esse estado de coisas.

A criatividade humana é interessante. Outro dia eu vi na TV Record uma reportagem que tratava de um sertanejo que está edificando um castelo medieval em plena caatinga e isso a mais de trinta anos. Não sei para que?

Mas é uma meta estabelecida. Quem não tem metas não chega a lugar nenhum. É bom ter metas, pois isso movimenta a inteligência, mesmo que lá na frente descubramos que precisamos voltar atrás e recomeçar ou partir seguindo á outra direção. Tempo perdido, mas enfim. Ficar parado é pior.

O vulgo distorceu a proposta de raiz de Jesus e ele sabia que aconteceria. Como via tudo amplamente, tinha percepção de futuro. Sabia que o homem ignorante e orgulhoso macularia a sua proposta.

Já ouvi um expositor dizer que menos de dez por cento do que está escrito nos evangelhos foi dito realmente por Jesus. A maioria do que ali está dá conta de que disseram que ele teria dito, pois não escrevera nada, mesmo sendo “trilíngue” e isso retratado anos e anos depois. Ora, nós nem lembramos com eficiência o que aconteceu na semana passada, imagine anos depois.

Se bem que a mediunidade fora utilizada nesse momento para que se registrassem os princípios mais importantes, como “amar a Deus, ao próximo, ao inimigo”… pois Jesus partiu mas não deixou os seus apóstolos desamparados. Apesar das suas limitações emocionais e intelectuais, foi com quem Jesus contou para propagar essa proposta moral e daí há muitas teses a respeito.

Vale aqui uma reflexão em torno da questão 131 de “O Livro dos Espíritos” sobre o tema. Está na questão 131. Há demônios, no sentido que se dá a essa palavra?

Os imortais responderam: Se houvesse demônios, eles seriam obra de Deus. E Deus seria justo e bom, criando seres infelizes, eternamente voltados ao mal? Se há demônios, e no teu mundo inferior e em outros semelhantes que eles residem: são esses homens hipócritas que fazem de um Deus justo um Deus mau e vingativo, e que pensam lhe ser agradáveis pelas abominações que cometem, em seu nome.

Kardec, o missionário do alto explica que “ A palavra demônio não implica a idéia de Espírito mau, a não ser na sua acepção moderna, porque o termo grego dáimon. de que ela deriva, significa gênio, inteligência, e se aplicou aos seres incorpóreos, bons ou maus. sem distinção.

Os demônios, segundo a significação vulgar do termo, seriam entidades essencialmente malfazejas: e seriam, como todas as coisas, criação de Deus. Mas Deus, que é eternamente justo e bom, não pode ter criado seres predispostos ao mal por sua própria natureza, e condenados pela eternidade. Se não fossem obra de Deus, seriam eternos como ele, e nesse caso haveria muitas potências soberanas

A primeira condição de toda doutrina é a de ser lógica; ora, a dos demônios, no seu sentido absoluto, falha neste ponto essencial. Que, na crença dos povos atrasados, que não conheciam os atributos de Deus, admitindo divindades malfazejas, também se admitissem os demônios, é concebível; mas para quem quer que faca da bondade de Deus um atributo por excelência, é ilógico e contraditório supor que ele tenha criado seres voltados ao mal e destinados a praticá-lo perpetuamente, porque isso seria negar a sua bondade.

Os partidários do demônio se apóiam nas palavras do Cristo e não seremos nós que iremos contestar a autoridade dos seus ensinos, que desejaríamos ver mais no coração do que na boca dos homens; mas estariam bem certos do sentido que ele atribuía à palavra demônio? Não se sabe que a forma alegórica é uma das características da sua linguagem? Tudo o que o Evangelho contém deve ser tomado ao pé da letra? Não queremos outra prova, além desta passagem:

“Logo após esses dias de aflição, o sol se obscurecerá e a lua não dará mais a sua luz, as estrelas cairão do céu e as potências celestes serão abaladas. Em verdade vos digo que esta geração não passará, antes que todas essas coisas se cumpram.”

Não vimos a forma do texto bíblico contraditada pela Ciência no que se refere à criação e ao movimento da Terra? Não pode acontecer o mesmo com certas figuras empregadas pelo Cristo, que devia falar de acordo com o tempo e a região em que se achava? O Cristo não poderia ter dito conscientemente uma falsidade. Se, portanto, nessas palavras há coisas que parecem chocar a razão, é que não as compreendemos ou que as interpretamos mal.

Os homens fizeram com os demônios o mesmo que com os anjos. Da mesma maneira que acreditam na existência de seres perfeitos desde toda a eternidade, tomaram também os Espíritos inferiores por seres perpetuamente maus. A palavra demônio deve, portanto, ser entendida como referente aos Espíritos impuros, que freqüentemente não são melhores que os designados por esse nome, mas com a diferença de ser o seu estado apenas transitório. São esses os Espíritos imperfeitos que protestam contra as suas provações e por isso as sofrem por mais tempo, mas chegarão por sua vez á perfeição, quando se dispuserem a tanto. Poderíamos aceitar a palavra demônio com esta restrição. Mas, como ela é agora entendida num sentido exclusivo, poderia induzir em erro, dando margem á crença na existência de seres criados especialmente para o mal.

A propósito de Satanás, é evidente que se trata da personificação do mal sob uma forma alegórica, porque não se poderia admitir um ser maligno lutando de igual para igual com a Divindade, e cuja única preocupação seria a de contrariar os seus desígnios. Como o homem necessita de imagens e figuras para impressionar a sua imaginação, pintou os seres incorpóreos com formas materiais dotadas de atributos que lembram as suas qualidades ou os seus defeitos. Foi assim que os antigos, querendo personificar o Tempo, deram-lhe a figura de um velho com uma foice e uma ampulheta. Uma figura de jovem, nesse caso, seria um contra-senso. O mesmo se deu com as alegorias da Fortuna, da Verdade etc. Os modernos representaram os anjos, os Espíritos puros, numa figura radiosa, com asas brancas, símbolo da pureza, e Satanás, com chifres, garras e os atributos da bestialidade, símbolos das paixões.

O vulgo, que toma as coisas ao pé da letra, viu nesses símbolos entidades reais, como outrora tinha visto Saturno na alegoria do Tempo.

É BOM PENSAR NISSO! É BOM PENSAR AGORA

 

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Em Que Mundo Você Vive?

Liszt_rangelPENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO
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EM QUE MUNDO VOCÊ VIVE?
( Liszt Rangel)
Conta uma antiga lenda que…
 
Certa feita estava ocorrendo uma grandiosa festa em um magnífico palácio medieval. Os convidados superlotavam os salões. Pessoas da nobreza, do clero, da vida pública se multiplicavam, disputando espaço para serem vistas pelo anfitrião, o Rei. Ele oferecera a oportunidade para que todos os que frequentavam a sua corte, pudessem gozar de sua companhia piedosa e desfrutassem, também, do luxo, da pompa e das orgias sexuais que sempre ao final da noite, tomavam conta da alcova palaciana.
 
A festa havia começado, quando apareceu ao portão, uma mulher envolta em andrajos sujos, muito mal vestida, desejando entrar no palácio. O guarda ao vê-la, ficou surpreso e mandou chamar o mestre do cerimonial, pois a senhora à frente do portão dizia ter o convite para participar da noite festiva.
 
Assim que o cerimonialista chegou e logo viu a mulher, perguntou-lhe o nome. Ao que a estranha respondeu: “Chamo-me Realidade!” O chefe da guarda, que representava a segurança do palácio, também estava presente e imediatamente gritou: “Absurdo! Como ousas querer entrar em uma festa onde só existe ilusão? Causarias o maior constrangimento a todos… Fora daqui mulher!” E ela foi embora…
 
Um pouco mais tarde, apresentou-se à entrada, uma senhora de idade bastante avançada, trazendo na face a marca do Tempo. Expressou a vontade de entrar no palácio, porém o sentinela que havia testemunhado o triste fim da visitante anterior, nem se deu ao trabalho de mandar chamar o cerimonialista, nem o chefe da guarda, e logo perguntou: “Quem é a senhora?” Ao que ouviu da mulher: “Eu sou a senhora Verdade e gostaria de entrar!” O sentinela desesperou-se e bradou: “Louca!!! Como pensas em vir, se aqui dentro reina apenas a mentira! Debanda imediatamente antes que te descubram!” E a visitante se foi…
 
Quando a festa estava no auge, parou diante do palácio a carruagem de uma convidada que estava atrasada. Era uma linda mulher, desfilando um vestido vaporoso, ostentando no rosto uma bela máscara. Dava para ver seus cabelos louros, irradiando luz e sua silhueta demonstrava um corpo escultural debaixo da transparência em que se vestira. Assim que ela desceu, foi recebida por todos os soldados que abriram os portões para ela, e o sentinela nem mandou chamar o cerimonialista, muito menos o chefe da guarda e de braços abertos recebeu a ilustre visitante. Ele apenas perguntou-lhe o nome, ao que ela respondeu sem mostrar qualquer convite nas mãos: “Chamo-me Fantasia!” Ele, então, respondeu: “Seja bem vinda, pois Fantasia nesta festa trará ainda mais alegria.”
Assim que a misteriosa visitante adentrou o grande salão, a música parou, e todos interromperam a dança, voltando o olhar para a linda mulher que acabara de chegar. O rei logo animou-se, levantando-se de seu trono e dirigiu-se à jovem com galanteios. Ao chegar mais perto para apresentá-la aos convidados, estendeu o braço, tocando em sua mão e de súbito, a roupa da visitante diluiu-se e ela ficou despida, completamente nua, sem máscaras, sem alegorias, sem luxo. Estava simples e nua para o despertar de todos os que estavam na festa. Era a Verdade…
.x.x.x.x.x.x.
Do ponto de vista da Psicanálise a fantasia é bem propícia, pois são as lentes que colocamos em nossos olhos para não vermos uma verdade que provavelmente não suportaríamos.
 
Frequentemente, todos usamos máscaras para representações sociais. Um dos problemas é quando a pessoa usa muitas e se perde nelas, surgindo assim, cada vez mais conflitos existenciais. A questão aprofunda-se quando da perda de identidade e da falta de transparência nas relações sociais, incluindo as afetivas, ocasiona ausência de autenticidade e de congruência na atitude.
 
Apesar de ser uma lenda, não seria o reflexo de nossa sociedade pós-moderna? Quantos se enfileiram como bajuladores e disputam espaço no aconchego da suntuosidade de festas repetitivas, de sábado em sábado? Festas sempre cheias de “pessoas vazias” e que para se sentirem importantes, postam no instagram suas fantasias e suas máscaras, a fim de se sentirem um pouco EX-BBB, uma celebridade anônima, ainda que momentaneamente, enquanto o lápis de olho não borra, nem a base cai revelando as olheiras e a idade por trás das máscaras.
 
Não se pode esquecer dos herois das praias e das academias, exibindo, também, no carnaval, ao tirarem suas camisetas, seus esteróides e anabolizantes usados em cavalo. São, de fato, os atuais Cavalos de Tróia, escondendo homenzinhos perigosos em sua intimidade.
 
Mas, é bom lembrar que o mais forte deles, tem um ponto frágil, o calcanhar. Então, a quem pensam que irão conquistar? As Helenas de Manoel Carlos? Essas são todas problemáticas, iguais a de Menelau. E quantos Páris ainda trarão mais tragédias por causa de tantas Helenas inseguras?
 
As festas de todos esses reis, foram e são pagas com o dinheiro público, quer na lenda ou na realidade. Os membros ainda posam como filantropos em jantares beneficentes e leilões que comercializam bizarrices. Todavia, na calada da noite, em solidão, longe dos flashes e das entrevistas, não seriam capazes de dar uma esmola a um tão solitário quanto eles nas ruas das grandes cidades. São pessoas ególatras e narcisistas que nem conhecem as problemáticas dos filhos, e em seus relacionamentos “amorosos”, tornaram-se íntimos-estranhos. Sentam-se à mesa em um restaurante e cada um se isola em seu Sansung Galaxi S6 Edge Plus.
 
Quantos ostentam suas fantasias diárias, pagam preços exorbitantes para se vestirem como luminárias andantes? Simplesmente, para terem uma assinatura em um vestido feito por um estilista esquisotímico ou para carregar um jacarezinho na camisa?
 
E as fantasias luxuosas que duram apenas uma hora e meia de desfile na Sapucaí? E sem saber, ou sem querer tomar conhecimento em nome da alegria, contribui-se para o crime de contravenção. Quantos são os que pagam para terem suas fotos estampadas em colunas sociais, ou para que os paparazzis os persigam nas ruas? Ou quem sabe, deem a “sorte”, “por coincidência”, destes encontrarem as “estrelas” em um fim de tarde na praia do Leblon? Quantos “sem querer”, deixaram suas fotos íntimas vazarem para a internet, justamente na hora em que estavam esquecidos pela grande mídia?
 
Quantos são os que programam viagens caríssimas ao exterior apenas para alugar uma limousine em Paris, e com os corpos projetados para fora da janela, virando a garrafa de champagne, gritam sem entender o que pronunciam: “Vive la vie!”? Ou se enfurnam no Hotel Ritz, só para tomar um café da manhã em Euro. Enquanto isso, perdem a oportunidade de ampliar os horizontes culturais, adquirir conhecimento até de suas origens históricas, sociais e comportamentais, porque precisam ir à Galeries Lafayette, senão os amigos irão chamá-los de pobres e tolos quando voltarem para casa. Os noivos de famílias coreanas e japonesas adoram tirar fotos em frente à Catedral de Notre Dame, como se ali, tivessem realizado, em verdade, o matrimônio deles…
 
E assim, em qualquer parte do mundo, todos deixam de fazer a diferença em um mundo inculto, cada vez mais tomado pela indiferença.
 
Sim… Indiferença é a palavra da moda! Quando o sacerdote católico Dom Mauro Morelli em sua obra social ligava para a polícia e gritava: “Venham tirar logo, este cadáver daqui da rua, pois meus meninos estão jogando futebol perto do corpo. Eles estão ficando indiferentes à dor do outro e à morte”. Agora sim, compreendemos sobre o que Dom Mauro se referia.
 
Quem são os nobres, os clérigos e os homens públicos da lenda, em nossa realidade travestida em fantasia? Onde estão os reis e as rainhas da alcova que geram os escândalos do momento? Quem são estes que se permitem às ilusões do poder que corrompe, enquanto outros enfrentam uma dura realidade de injustiça e de desigualdade social? Quem são os produtores de mentiras da atualidade, que se revestem como missionários, ostentando a fantasia de “Messias da Religião”? Onde estão os “Messias da Política?” ou os “Salvadores da Pátria?”. Quem elegeu a companhia destes, sabe a resposta para todas estas perguntas. Será que sabem mesmo? Ou ainda estão na fantasia desse eterno baile de máscaras?
 
Ao menos Oswald, Mário de Andrade e seus amigos da década de vinte, tiveram a coragem de gritar, “Nós não sabemos o que queremos, mas sabemos o que não queremos.” Participaríamos da Semana de Arte Moderna ao lado desses “malucos”?
 
Mesmo tomado pela ilusão, evitando a realidade e criando mecanismos de fuga, o Homem será levado ao encontro inevitável com a Verdade, ainda que relativa, o encontro com ele mesmo. Em outras situações, poderá ser pelo Amor que irá curá-lo, ou pela identificação consciente de suas escolhas inconscientes que geraram grandes sofrimentos e sintomas individuais e coletivos.
 
A queda das máscaras, de início, repercutirá em intensos sofrimentos. E ainda assim, nem todas poderão cair. Entretanto, o Homem já sofre com elas, porém sem consciência do que o atormenta em seu mundo íntimo. Galopando, velozmente, vem em sua direção a Dama do Destino, a Morte, e conta ainda contra o ele, o Tempo, Senhor da Finitude Existencial. Em seu relógio, o Homem não pode deter o Tempo, apesar de tentar, ilusoriamente, marcá-lo. Ambos, a Morte e o Tempo, o convidam a uma experiência da qual ninguém escapa, não há quem possa fugir. Pode até adiar a sua chegada, mas o encontro é inevitável.
 
Neste dia, que se repete todos os dias o Homem acordará para uma realidade inegável, onde as fantasias e as ilusões se dissiparão lentamente e a visão turva associada a uma consciência culpada e a um olhar ensimesmado, estarão atrelados aos seus convidados que lhe reclamarão mais gozo, mais algaravia. E assim… A festa será de outra natureza!
 
E sabe qual é a maior ironia de tudo isso? É que enquanto escrevia esta crônica, abria repetidas vezes uma janela em meu computador, chamando minha atenção com esse anúncio: “Programe seu Carnaval… Turbine sua fantasia!!!
Depois de tudo, sinto-me como Hardy, aquela hiena criada pelos estúdios Hanna-Barbera, quando lamentando com frequência, exclamava: “Oh, Céus! , Oh Vida!, Oh Azar!”
 
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EM QUE MUNDO VOCÊ VIVE?

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EM QUE MUNDO VOCÊ VIVE?
( Liszt Rangel)
Conta uma antiga lenda que…
 
Certa feita estava ocorrendo uma grandiosa festa em um magnífico palácio medieval. Os convidados superlotavam os salões. Pessoas da nobreza, do clero, da vida pública se multiplicavam, disputando espaço para serem vistas pelo anfitrião, o Rei. Ele oferecera a oportunidade para que todos os que frequentavam a sua corte, pudessem gozar de sua companhia piedosa e desfrutassem, também, do luxo, da pompa e das orgias sexuais que sempre ao final da noite, tomavam conta da alcova palaciana.
 
A festa havia começado, quando apareceu ao portão, uma mulher envolta em andrajos sujos, muito mal vestida, desejando entrar no palácio. O guarda ao vê-la, ficou surpreso e mandou chamar o mestre do cerimonial, pois a senhora à frente do portão dizia ter o convite para participar da noite festiva.
 
Assim que o cerimonialista chegou e logo viu a mulher, perguntou-lhe o nome. Ao que a estranha respondeu: “Chamo-me Realidade!” O chefe da guarda, que representava a segurança do palácio, também estava presente e imediatamente gritou: “Absurdo! Como ousas querer entrar em uma festa onde só existe ilusão? Causarias o maior constrangimento a todos… Fora daqui mulher!” E ela foi embora…
 
Um pouco mais tarde, apresentou-se à entrada, uma senhora de idade bastante avançada, trazendo na face a marca do Tempo. Expressou a vontade de entrar no palácio, porém o sentinela que havia testemunhado o triste fim da visitante anterior, nem se deu ao trabalho de mandar chamar o cerimonialista, nem o chefe da guarda, e logo perguntou: “Quem é a senhora?” Ao que ouviu da mulher: “Eu sou a senhora Verdade e gostaria de entrar!” O sentinela desesperou-se e bradou: “Louca!!! Como pensas em vir, se aqui dentro reina apenas a mentira! Debanda imediatamente antes que te descubram!” E a visitante se foi…
 
Quando a festa estava no auge, parou diante do palácio a carruagem de uma convidada que estava atrasada. Era uma linda mulher, desfilando um vestido vaporoso, ostentando no rosto uma bela máscara. Dava para ver seus cabelos louros, irradiando luz e sua silhueta demonstrava um corpo escultural debaixo da transparência em que se vestira. Assim que ela desceu, foi recebida por todos os soldados que abriram os portões para ela, e o sentinela nem mandou chamar o cerimonialista, muito menos o chefe da guarda e de braços abertos recebeu a ilustre visitante. Ele apenas perguntou-lhe o nome, ao que ela respondeu sem mostrar qualquer convite nas mãos: “Chamo-me Fantasia!” Ele, então, respondeu: “Seja bem vinda, pois Fantasia nesta festa trará ainda mais alegria.”
Assim que a misteriosa visitante adentrou o grande salão, a música parou, e todos interromperam a dança, voltando o olhar para a linda mulher que acabara de chegar. O rei logo animou-se, levantando-se de seu trono e dirigiu-se à jovem com galanteios. Ao chegar mais perto para apresentá-la aos convidados, estendeu o braço, tocando em sua mão e de súbito, a roupa da visitante diluiu-se e ela ficou despida, completamente nua, sem máscaras, sem alegorias, sem luxo. Estava simples e nua para o despertar de todos os que estavam na festa. Era a Verdade…
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Do ponto de vista da Psicanálise a fantasia é bem propícia, pois são as lentes que colocamos em nossos olhos para não vermos uma verdade que provavelmente não suportaríamos.
 
Frequentemente, todos usamos máscaras para representações sociais. Um dos problemas é quando a pessoa usa muitas e se perde nelas, surgindo assim, cada vez mais conflitos existenciais. A questão aprofunda-se quando da perda de identidade e da falta de transparência nas relações sociais, incluindo as afetivas, ocasiona ausência de autenticidade e de congruência na atitude.
 
Apesar de ser uma lenda, não seria o reflexo de nossa sociedade pós-moderna? Quantos se enfileiram como bajuladores e disputam espaço no aconchego da suntuosidade de festas repetitivas, de sábado em sábado? Festas sempre cheias de “pessoas vazias” e que para se sentirem importantes, postam no instagram suas fantasias e suas máscaras, a fim de se sentirem um pouco EX-BBB, uma celebridade anônima, ainda que momentaneamente, enquanto o lápis de olho não borra, nem a base cai revelando as olheiras e a idade por trás das máscaras.
 
Não se pode esquecer dos herois das praias e das academias, exibindo, também, no carnaval, ao tirarem suas camisetas, seus esteróides e anabolizantes usados em cavalo. São, de fato, os atuais Cavalos de Tróia, escondendo homenzinhos perigosos em sua intimidade.
 
Mas, é bom lembrar que o mais forte deles, tem um ponto frágil, o calcanhar. Então, a quem pensam que irão conquistar? As Helenas de Manoel Carlos? Essas são todas problemáticas, iguais a de Menelau. E quantos Páris ainda trarão mais tragédias por causa de tantas Helenas inseguras?
 
As festas de todos esses reis, foram e são pagas com o dinheiro público, quer na lenda ou na realidade. Os membros ainda posam como filantropos em jantares beneficentes e leilões que comercializam bizarrices. Todavia, na calada da noite, em solidão, longe dos flashes e das entrevistas, não seriam capazes de dar uma esmola a um tão solitário quanto eles nas ruas das grandes cidades. São pessoas ególatras e narcisistas que nem conhecem as problemáticas dos filhos, e em seus relacionamentos “amorosos”, tornaram-se íntimos-estranhos. Sentam-se à mesa em um restaurante e cada um se isola em seu Sansung Galaxi S6 Edge Plus.
 
Quantos ostentam suas fantasias diárias, pagam preços exorbitantes para se vestirem como luminárias andantes? Simplesmente, para terem uma assinatura em um vestido feito por um estilista esquisotímico ou para carregar um jacarezinho na camisa?
 
E as fantasias luxuosas que duram apenas uma hora e meia de desfile na Sapucaí? E sem saber, ou sem querer tomar conhecimento em nome da alegria, contribui-se para o crime de contravenção. Quantos são os que pagam para terem suas fotos estampadas em colunas sociais, ou para que os paparazzis os persigam nas ruas? Ou quem sabe, deem a “sorte”, “por coincidência”, destes encontrarem as “estrelas” em um fim de tarde na praia do Leblon? Quantos “sem querer”, deixaram suas fotos íntimas vazarem para a internet, justamente na hora em que estavam esquecidos pela grande mídia?
 
Quantos são os que programam viagens caríssimas ao exterior apenas para alugar uma limousine em Paris, e com os corpos projetados para fora da janela, virando a garrafa de champagne, gritam sem entender o que pronunciam: “Vive la vie!”? Ou se enfurnam no Hotel Ritz, só para tomar um café da manhã em Euro. Enquanto isso, perdem a oportunidade de ampliar os horizontes culturais, adquirir conhecimento até de suas origens históricas, sociais e comportamentais, porque precisam ir à Galeries Lafayette, senão os amigos irão chamá-los de pobres e tolos quando voltarem para casa. Os noivos de famílias coreanas e japonesas adoram tirar fotos em frente à Catedral de Notre Dame, como se ali, tivessem realizado, em verdade, o matrimônio deles…
 
E assim, em qualquer parte do mundo, todos deixam de fazer a diferença em um mundo inculto, cada vez mais tomado pela indiferença.
 
Sim… Indiferença é a palavra da moda! Quando o sacerdote católico Dom Mauro Morelli em sua obra social ligava para a polícia e gritava: “Venham tirar logo, este cadáver daqui da rua, pois meus meninos estão jogando futebol perto do corpo. Eles estão ficando indiferentes à dor do outro e à morte”. Agora sim, compreendemos sobre o que Dom Mauro se referia.
 
Quem são os nobres, os clérigos e os homens públicos da lenda, em nossa realidade travestida em fantasia? Onde estão os reis e as rainhas da alcova que geram os escândalos do momento? Quem são estes que se permitem às ilusões do poder que corrompe, enquanto outros enfrentam uma dura realidade de injustiça e de desigualdade social? Quem são os produtores de mentiras da atualidade, que se revestem como missionários, ostentando a fantasia de “Messias da Religião”? Onde estão os “Messias da Política?” ou os “Salvadores da Pátria?”. Quem elegeu a companhia destes, sabe a resposta para todas estas perguntas. Será que sabem mesmo? Ou ainda estão na fantasia desse eterno baile de máscaras?
 
Ao menos Oswald, Mário de Andrade e seus amigos da década de vinte, tiveram a coragem de gritar, “Nós não sabemos o que queremos, mas sabemos o que não queremos.” Participaríamos da Semana de Arte Moderna ao lado desses “malucos”?
 
Mesmo tomado pela ilusão, evitando a realidade e criando mecanismos de fuga, o Homem será levado ao encontro inevitável com a Verdade, ainda que relativa, o encontro com ele mesmo. Em outras situações, poderá ser pelo Amor que irá curá-lo, ou pela identificação consciente de suas escolhas inconscientes que geraram grandes sofrimentos e sintomas individuais e coletivos.
 
A queda das máscaras, de início, repercutirá em intensos sofrimentos. E ainda assim, nem todas poderão cair. Entretanto, o Homem já sofre com elas, porém sem consciência do que o atormenta em seu mundo íntimo. Galopando, velozmente, vem em sua direção a Dama do Destino, a Morte, e conta ainda contra o ele, o Tempo, Senhor da Finitude Existencial. Em seu relógio, o Homem não pode deter o Tempo, apesar de tentar, ilusoriamente, marcá-lo. Ambos, a Morte e o Tempo, o convidam a uma experiência da qual ninguém escapa, não há quem possa fugir. Pode até adiar a sua chegada, mas o encontro é inevitável.
 
Neste dia, que se repete todos os dias o Homem acordará para uma realidade inegável, onde as fantasias e as ilusões se dissiparão lentamente e a visão turva associada a uma consciência culpada e a um olhar ensimesmado, estarão atrelados aos seus convidados que lhe reclamarão mais gozo, mais algaravia. E assim… A festa será de outra natureza!
 
E sabe qual é a maior ironia de tudo isso? É que enquanto escrevia esta crônica, abria repetidas vezes uma janela em meu computador, chamando minha atenção com esse anúncio: “Programe seu Carnaval… Turbine sua fantasia!!!
Depois de tudo, sinto-me como Hardy, aquela hiena criada pelos estúdios Hanna-Barbera, quando lamentando com frequência, exclamava: “Oh, Céus! , Oh Vida!, Oh Azar!”
 
PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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Quem Disse ?

Filosofia EspíritaPENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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Quem Disse?
(Reynollds Augusto)

Sabe leitor, o difícil é provar que Deus não existe. É desmanchar o axioma científico que não há efeito sem causa. É ser louco ao defender que o nada cria nada.

Eu e essa mania de rimar. Isso pega.

É claro que esse “deus” pintado pelas religiões tradicionais realmente não existe mesmo. É criação cultural com base da ortodoxia da ilusão. É por isso que muitos companheiros nossos deixam de ter religião, pois a fé não se sustenta com o mínimo de racionalização.

Da minha parte se não tivesse conhecido a Doutrina Espírita pelo caminho, seria mais um desses ateus sem causa. Pois com ela, começamos a entender uma fé racional, longe das amarras da ilusão. Uma fé que faz pensar.

O próprio Kardec, seu codificador e não criador, pois a Doutrina Espírita é obra dos imortais, sob o comando de Jesus, o espírito mais perfeito que apareceu por essas bandas, já dissera, como princípio, que se a ciência provar que um ponto do espiritismo estiver errado deixemos esse ponto e sigamos a ciência.

Até hoje isso não aconteceu e pelo contrário, os cientistas vêm atestando o que o Espiritismo defendera há anos. E é tão interessante que quando vemos na imprensa tais descobertas, parece até sem graça. É que quem vê do alto, vê mais coisas.

A maioria das religiões ditas cristãs perdeu o foco da proposta original de Jesus. Ele sabia disso, por antecipação, e antes de ser assassinado por um povo que não conseguiu absorver a sua proposta de vida, disse que mandaria outro consolador, para resgatar o que fora perdido, distorcido. Ele chegou. Não está configurado em uma pessoa, é a Doutrina Espírita. Que não tem objetivo de converter ninguém, mas sim esclarecer.

Quando o mestre disse que chegará um dia em que “haverá um só rebanho e um só pastor” o vulgo pensa que haverá uma só religião. Besteira! É que todos defenderam a mesma verdade, que pode ser até contida, mas nunca detida.

A Doutrina Espírita tem um papel importante no estabelecimento dessas ideias que é fruto da maturidade espiritual, que todos um dia alcançarão , pois tempo é o que não nos falta. Somos espíritos imortais usando corpos mortais.

Fora de objeções mesmo foi a resposta que os imortais deram a Kardec sobre Deus:

QUE É DEUS ? “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Eu digo que Deus existe.

Pense Nisso! Mas Pense Agora mesmo

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A Família Mudou, A Promessa Continuou e a Água Quase Acabou

1ABPENSE NISSOA Família Mudou, A Promessa Continuou e a Água Quase Acabou 

(Reynollds Augusto Cabral)

 Para mim o sábado é um dia dedicado á espiritualização, pelo menos á informação. Cada um escolhe a sua escola.  Algumas são boas, outras nem tanto e a maioria leva o seu aluno á tatear a estrada, pois viraram cegos, e quase sempre caem no fosso. Jesus foi quem disse: “cego que conduz cego, ambos caem no fosso”.

 A questão é que a nossa morada ainda é difícil. Estamos em um planeta da categoria de provas e expiações, dizem os imortais.  Ou o “cabra” está aqui sendo provado, ou seja, tem que provar ao professor (à vida) que aprendeu a lição, ou está aqui para resgatar erros do passado, pois somos viajante do tempo e nessa caminhar muitos usam mal o seu livre arbítrio fazendo muitas bobagens.

 Do Direito de Deus ninguém foge: “não sairás daí, (do planeta Terra) enquanto não pagares o último ceitil”, disse Jesus. Tem gente que faz o diabo e morre na cama, como um anjinho, mas o que são cem anos, diante da eternidade? Nada amigo leitor, nada. É preciso reorganizar o que se desorganizou e de si, ninguém foge. As leis de Deus estão na consciência de cada ser e temos que prestar contas dos nossos desmandos. Como todos somos imortais, no tempo certo a execução nos pega. Não duvide não.

 Daqui a pouco todos nós já teremos “batidos as caçoletas”, pois o tempo é ilusão, mas a vida segue com nossos comprometimentos ou não. Por isso é bom andar com consciência, que sofreremos menos. Podemos fugir da jurisdição estatal, mas das leis da vida, de Deus, a causa, não necessariamente esse “deus” da ilusão, pintado pelas religiões, ninguém foge.  

 Outro dia eu vi na net um pastor vendendo vassouras pela bagatela de um mil reais para varrer os problemas. Ah se “Sesse”, seria fácil demais. Compraria com certeza. Outro vendendo água do Rio Jordao para todos os males. Agora tem um vendendo água de um poço da terra santa, que de santa não tem nada. E por aí vai. “São cegos conduzindo cegos”. Jesus os profetizou, dizendo que eles enganariam até os escolhidos. Mas todos são escolhidos, é que poucos querem sentar á mesa, ainda.

 Mas, em Itaporanga eu gostei da fala do expositor espírita JOSÉ CAMPOS, que cada vez está mais maduro nas suas explanações.  Noz fez refletir em torno da proposta de Jesus que precisamos “escolher a melhor parte”. Quase sempre escolhemos a pior. E cada vez se tem menos tempo. O dia ninguém sabe.  Muitas promessas, poucas ações.  Primeiro nos enganamos a nós mesmos, mas a Deus ninguém engana. Mas, faz parte. Somos atrasados. Até Jesus quando esteve por aqui, humanizado, não escapou das contingências da vida, mas soube administrá-las com eficiência.

 Na cidade de Boa Ventura a nossa reunião girou em torno do tema família, no EDUCAÇÃO DOS SENTIMENTOS, facilitado por Cláudia Bandeira, que sabe das coisas. Muitos depoimentos, muitos dramas pessoais a serem vencidos, muitas estórias pontuais, mas também, muita terapia. Às vezes só queremos ser ouvidos.

 A água aqui em Itaporanga continua pouca, mas está chegando. Essa sim é uma água importante, produtora da vida, sustentadora da existência, sem água tudo perdido.

 É preciso ser mais família, mas família universal. É preciso cumprir realmente, o prometido, senão ficaremos andando sempre em círculos. Não temos tempo a perder. É preciso respeitar a água, o planeta, as árvores, o ambiente natural, senão, “cabra velho” estaremos fadados ao sofrimento.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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Estamos Distraídos

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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DistraídosAndamos Distraídos
(Reynollds Augusto)

Hodiernamente as possibilidades afastam-nos do ideal. E o que é ideal? É escolher a melhor parte, como disse Jesus a Maria, no momento que o mestre Jesus foi visita-los, em ocasião de congraçamento. Algum tempo depois ele novamente retornou á casa, dessa vez para levantar lazaro irmão das duas, das ilusões.

Na verdade não houve uma ressurreição propriamente dita. É que Lázaro não estava morto. Foi uma espécie de choque elétrico para reavivar o seu grande amigo.

É que quando o corpo físico morre leitor, não tem jeito. “Só se morre uma vez”, disse o bíblico. Mas, o espírito, você, que não é o corpo, o essencial, a melhor parte, segue, com o seu amor,o seu conhecimento, as suas ilusões e as suas saudades, pois “a dor é uma dor que dó dos dois lados”.

Não pense que você é apenas essa personalidade, com esse RG, com esse CPF, com essas ilusões, com esses Títulos Eleitorais agora digitalizados. E parabéns à Justiça Eleitoral, está cada vez mais difícil fraudar a nossa democracia. Falta a melhor parte, que é conscientizar o eleitor se não, nada muda.

Outro dia eu vi um pastor no “you tube” revoltado- mas com razão- porque os seus frequentadores, uma boa parte, da sua igreja, estava no seu templo usando o Celular, na hora de sua fala.

Ele colocou todos no inferno. Ainda bem que o inferno geográfico não existe. Esse é o obsessor dias atuais. Na casa Espírita ele também está pegando muita gente, invigilante.

Isso me fez relembrar Jesus ““… vigiai para não cairdes em tentação.

Mas, o “bichim” não tem culpa. É ferramenta de evolução de relação, de comunicação. Estamos em tempos da informação e isso é bom, pois quando esse instrumento estiver á disposição do bem – e um dia estará- a vida vai melhorar, a humanidade se conscientizará. “Os bons herdarão a Terra”.

Tem muita gente que vai morrer desencarnar, e não tem mais como estagiar, de outra vez, por aqui. O planeta está se promovendo. Acho que não vou está por essa bandas. Ainda sou atrasado, mas estou me esforçando.

Isso me fez relembrar um excelente texto do aposentado bancário, escritor, palestrante espírita Richard Simonetti, quando ele fala que as pessoas têm que se conscientizar que existem ocorrências no recinto das reuniões que devem ser observadas e solucionadas:

1. CONVERSAS
2. TRAJES
3. DISCRIÇÃO
4. CELULARES
5. CRIANÇAS. Diz ele ficar abismado com a espantosa tranquilidade de algumas mães, diante de pequenos e até grandes, que se movimentam entre as poltronas, ou choram impertinentes.

É preciso ligar o desconfiômetro. Não fiquemos distraídos. Não temos mais tempo, a etapa está se acabando, mesmo sendo nós imortais, não percamos tempo.

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