Reunião Espiritual do Centro Espírita Jesus de Nazaré, de Itaporanga.

Filosofia EspíritaReunião Espiritual do Centro Espírita Jesus de Nazaré, de Itaporanga

(Reynollds Augusto)

 Quem realizou o exórdio da Reunião Pública Doutrinária do Centro Espírita Jesus de Nazaré, de Itaporanga, nesse dia 22 de novembro, foi a empresária SUELI ALEXANDRIA, com o tema “Aos Pés do Monte”.

 Foi debatida uma música do casal de irmãos mineiros, por sinal muito linda. O exórdio é uma espécie de entrada evangélica, um preparação para a segunda parte, o “banquete” da noite, que foi proferido pelo também empresário, HERCULANO PEREIRA, que tratou do tema morte.

 As Reuniões Espirituais dos Centros Espíritas são similares às missas, aos cultos… São reuniões sociais com palestras, músicas, passes e alegria, muita alegria.

 Sueli tratou do sentimento íntimo, quase instintivo, que todo ser humano anela que é buscar o bom, o belo e o justo, essa tríade filosófica da harmonia. Quando os buscamos os nossos corações e nossas mentes se renovam e o nosso ser  se invade de esperanças.

 Compreendemos, ainda, as nossas inferioridades, pois somos espíritos em evolução, mas sabemos qual caminho trilhar, buscar, para realizar. Destacou a estrofe da música que assevera: “Quero ser manso, ser limpo, ser justo. E pobre de espírito ser “…

 Enfatizou aqui a real interpretação de “pobre de espírito”, que na acepção evangélica indica simplicidade, sem ser simplista. São proposições elucidadas por Jesus, o maior espírito que já veio ao nosso planeta, sendo um dos seus construtores, coordenadores, desde o desprendimento do planeta, do nosso sol, ha milhões de anos. Dai ele, Jesus, ser chamado, do governador espiritual do planeta Terra.

  Em seguida, a exposição da noite girou em torno da morte do corpo físico, discorrido pelo palestrante HERCULANO PEREIRA, que fez um levantamento histórico de uma das maiores preocupações da humanidade, que é saber se há vida após a morte do corpo físico. Provou que sim, sendo que a ciência oficial está chegando a esse convencimento, muito atrasada, mais está.  

 

“Tudo tem seu tempo. É os tempos são chegados. É tempo de vida, tempo de entendimento, tempo de verdade”.

 

Uma excelente noite de reflexão. Saímos do Centro Espírita menos graves, mais abertos á felicidade. É preciso não perder essas oportunidades semanais, para que possamos sair, um pouco, do mundo exterior, da competição, dos interesses menos felizes e compreender o que nós somos, o que fazemos aqui e para onde vamos após a morte do corpo físico, que chega ligeirinho, ligeirinho

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

 

 

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A Bomba Estourou

A Bomba Estourou

(Reynollds Augusto)

 

É da lavra de Mateus, expressão atribuída ao Cristo, que revela uma verdade indiscutível: “Portanto, não tenham medo deles. Não há nada escondido que não venham a ser revelado, nem oculto que não venha se tornar conhecido”. (Mateus 10.16).

Esses episódios de escândalos em torno da nossa linda e rica nação nos dá uma idéia do  quanto somos vampirizados, sugados e sofrivelmente saqueados por aqueles que deveriam conduzir os nossos negócios com presteza e exatidão, com o fim de promover a Justiça Social.

Temos a impressão de que a cada quatro anos elegemos “aves de rapina”, que ficam de olho na vítima para dar os seus botes. Nesses episódios identificamos dois problemas chaves. Um é a  falta de educação. Não aquela que faz, apenas, homens instruídos , mas aquela que forma homens de bem, conscientes dos seus papeis na vida em sociedade.  O outro é a nossa  legislação processual. Com essa que ai, leitor amigo,  está o Estado anda a dizer que o crime compensa.

É preciso mudar os dois, pois senão seremos espectadores constantes desses episódios.  Até conseguimos  prender os responsáveis, mas logo, logo   eles saem felizes e ricos.  Nossa legislação penal, executiva processual é frouxa. Ainda é consequência do princípio da inocência, estabelecido no rol dos direitos constitucionais, para combater a velha opressão militar que prendia o cidadão só porque ele tinha  cara feia. Mas  os tempos são outros e qualquer pessoa que lida com dinheiro do povo tem que ser reto, “santo”, pois ele é sagrado.

Com essa folga não é surpresa nenhuma nos depararmos com tantos escândalos. E o negócio é tão habitual que nos tornamos expectadores das nossas desgraças. Parece que nos acostumamos com esse estado de coisas.  A fumaça é forte demais, dessa forma o fogo também.

Sem falar que esses ricaços,presos,  são os mesmos que financiam,  “bondosamente”, os nossos agentes políticos. Não é possível votar em “Seu João e seu Joaquim”, homens probos que poderiam mudar essa realidade. E mesmo assim, ficaria impossível, creio, pois o sistema não deixaria “seu João e seu Joaquim” empreenderem as mudanças necessárias.

A coisa é difícil.

Eu fico até rindo quando alguns defensores da moralidade dizem que os “bolsas”, projeto social que distribui renda, com a efetiva contrapartida, é coisa para alimentar “vagabundos”. Agora sabemos quem são os verdadeiros vagabundos dessa nação e também porque não há justiça social. Nosso dinheiro sai pelo ralo. A sangria é enorme. Ainda bem que os grandes foram presos e o STJ não os liberaram da reflexão.   A”inocência” parece não se configurar. É muita fumaça.

Mas, ainda tem o Supremo e lá tudo pode acontecer.

Todo mundo sabe que é preciso mudanças. E sendo assim vamos nos valer de outra proposição bíblica, precisamente no evangelho, também da lavra do Mateus: “Aí do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem.

“Escândalo” é oportunidade de acerto, de mudança e o país sofre com isso. Mas o agente do escândalo, mesmo que beneficiado por uma legislação capenga, terá que prestar contas á jurisdição divina, ao direito natural, que dá a cada um o que é seu e que pega o infrator, nessa vida imortal. Mas morte do corpo físico chega ligeiro e a execução será eficaz, pois é preciso pagar  até o  ultimo ceitil, segundo  Jesus.

Até lá espero que os nossos interpretes do Direito Social, não caiam na besteira de soltarem esses “larápios”. Que passem um bom tempo na reflexão. Corruptos,  corruptores atrás das grades. É o que o povo quer.  Vamos dar uma “interpretação política” a bem da sociedade. Lembrando que isso é coisa antiga, vem desde o tempo do grande Fernando Henrique Cardoso e quiçá antes.

O mais importante: Bloquear a grana suja desses larápios e fazer retornar o dinheiro à sociedade, senão o crime compensa.

Devolver, voluntariamente, R$ 120.000.000,00 de reais aos cofres,como eles que eles querem, é o mesmo que devolver R$ 1.00 real a quem “roubou” um milhão de reais.

“Haverá choro e ranger de dentes.”

Mas o Brasil esta mudando e para melhor.

 

PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO.

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Juiz não é Deus”, mas “Você sabe com quem está falando”?

PENSE DIREITO“Juiz não é Deus”, mas “Você sabe com quem está falando”?

                 ( Luiz Flávio Gomes, Professor)

 Cena 1: Uma servidora do Detran-RJ, numa blitz (em 2011), parou um veículo que estava sem placa. A nota fiscal que portava já tinha prazo vencido. O motorista, ademais, não portava a carteira de habilitação (tudo isso foi reconhecido em sentença da Justiça). Quem era o motorista? Um juiz de direito. 

 

                              A servidora (que fez uma dissertação de mestrado sobre ética na administração pública) disse que o carro irregular deveria ser rebocado. Essa providência absolutamente legal (válida para todos) foi a causa do quid pro quo armado. Ele queria que um tenente a prendesse. Este se recusou a fazer isso. Chegaram os PMs (tentaram algemá-la). A servidora disse: “Ele não é Deus”. O juiz começou a gritar e deu voz de prisão, dizendo que ela era “abusada” (quem anda com carro irregular, não, não é abusado). Ela processou o juiz por prisão ilegal. O TJ do RJ entendeu (corporativamente) que foi a servidora que praticou ilegalidade e abuso (dizendo que “juiz não é Deus”). Alegação completar da servidora: “Se eu levo os carros dos mais humildes, por que não vou levar os dos mais abastados?; Posso me prejudicar porque fiz meu trabalho direito”.

 

Cena 2: O TJ do RJ condenou a servidora a pagar R$ 5 mil por danos morais ao juiz “ofendido” em sua honra (a servidora agiu mesmo sabendo da relevância da função pública por ele exercida). Diz ainda a sentença (acórdão): “Dessa maneira, em defesa da própria função pública que desempenha, nada mais restou ao magistrado, a não ser determinar a prisão da recorrente, que desafiou a própria magistratura e tudo o que ela representa”. “Além disso, o fato de o recorrido se identificar como Juiz de Direito não caracteriza a chamada “carteirada”, conforme alega a apelante.” 

 

Uma “vaquinha” na internet já arrecadou mais de R$ 11 mil (a servidora diz que dará o dinheiro sobrante para entidades de caridade). Ela foi condenada porque disse que “juiz não é Deus” (ou seja: negou ao juiz essa sua condição). Heresia! Isso significa ofensa e deboche (disse o TJRJ). 

 

O CNJ vai reabrir o caso e apurar a conduta do juiz. Em outra ocasião a mulher de um “dono do tráfico” no morro também já havia dito para a servidora “Você sabe com quem está falando?”.

 

01. Construímos no Brasil uma sociedade hierarquizada e arcaica, majoritariamente conservadora (que aqui se manifesta em regra de forma extremamente nefasta, posto que dominada por crenças e valores equivocados), que se julga (em geral) no direito de desfrutar de alguns privilégios, incluindo-se o de não ser igual perante as leis(nessa suposta “superioridade” racial ou socioeconômica também vem incluída aimpunidade, que sempre levou um forte setor das elites à construção de uma organização criminosa formada por uma troika maligna composta de políticos e outros agentes públicos + agentes econômicos + agentes financeiros, unidos em parceria público-privada para a pilhagem do patrimônio do Estado – PPP/PPE).

Continuamos (em pleno século XXI) a ser o país atrasado do “Você sabe com quem está falando?” (como bem explica DaMatta, em várias de suas obras). Os da camada “de cima” (na nossa organização social) se julgam no direito (privilégio) de humilhar e desconsiderar as leis assim como os “de baixo”. Se alguém questiona essa estrutura, vem o corporativismo e retroalimenta a chaga arcaica. De onde vem essa canhestra forma de organização social? Por que somos o que somos?

02. Somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra (disse Sérgio B. De Holanda,Raízes do Brasil) porque aqui se implantou uma bestial organização social hierarquizada (desigual), que veio de outro clima e de outras paragens, carregada de preconceitos, vícios, privilégios e agudo parasitismo (veja Manoel Bomfim). Esse modelo de sociedade foi feito para o desfrute de poucos (do 1% mais favorecido). Poucos eram os colonos nestas inóspitas bandas que podiam receber um título de cavaleiro ou de fidalguia ou de nobreza. Contra essa possibilidade de ascensão os portugueses invocavam dois tipos de impedimentos (que não alcançavam os brancos católicos, evidentemente): (a) o defeito de sangue (sangue infecto dos judeus, mouros, negros, índios ou asiáticos); (b) o defeito mecânico (mãos infectas dos que faziam trabalhos manuais ou cujos ancestrais tivessem praticado esse tipo de trabalho). Nem mesmo os leais ao monarca podiam galgar os privilégios e as graças da monarquia (ou seja: subir na mobilidade social), caso apresentassem um desses defeitos, que depois foram ampliados para abarcar os pobres, as mulheres, as crianças, os portadores de deficiência física, os não proprietários, os não escolarizados etc.

03. Ocorre que no tempo da colônia brasileira (1500-1821) e do Império (1822-1888) pouquíssimas pessoas não estavam contaminadas por uma das duas máculas matrizes. Quais foram, então, as saídas para se ampliar aqui também uma organização social dividida em classes? Ronald Raminelli (em Raízes da impunidade) explica: a primeira foi o rei perdoar os defeitos e quebrar a regra para conceder títulos e honrarias aos nativos guerreiros que defenderam Portugal, sobretudo na guerra com os holandeses (é o caso de Bento Maciel Parente, filho bastardo de um governador do Maranhão, do chefe indígena Felipe Camarão, do negro Henrique Dias etc.); a segunda foi que aqui, apesar do defeito de sangue ou mecânico, foram se formando novas oligarquias (burguesias), que acumularam riquezas e se tornaram potentes com suas terras, seus engenhos, plantações, quantidade de escravos, vendas externas, exércitos particulares etc. Surge aqui o conceito de “nobreza da terra” (que não podia ser excluída das camadas superiores).

                         04. Ao longo dos anos, como se vê, o tratamento dado às várias camadas sociais foi se amoldando ao nosso tropicalismo (foram se abrasileirando). A verdade, no entanto, é que nem sequer em Portugal nunca foi cristalinamente rígida a separação das classes sociais. Lá nunca houve uma aristocracia hermeticamente fechada (veja S. B. De Holanda). Praticamente todas as profissões contavam com homens fidalgos – filhos-de-algo, salvo se viviam de trabalhos mecânicos (manuais). O princípio da hierarquia, então, entre nós, nunca foi rigoroso e inflexível; nem poderia ser diferente porque aqui se deu uma generalizada mestiçagem (casamentos de portugueses com índias ou com negras), embora fosse isso duramente criticado pelos pseudo-intelectuais racistas, sendo disso Gobineau um patético e psicopático exemplo, que previam o fim do povo brasileiro em apenas dois séculos, justamente em virtude dessa miscigenação das raças (que afetava o crânio das pessoas, na medida em que o crânio tinha tudo a ver com o líquido seminal).

                                05. As elites que foram se formando (as oligarquias colonialistas) passaram a ser conhecidas como “nobreza da terra” e foram ocupando os postos de destaque na administração, nos cargos militares, na Justiça (juízes e promotores), na esfera fiscal, no controle dos recursos públicos etc. Quando Portugal passava pelos constantes apertos econômicos, os títulos da nobreza eram comprados pelos barões, duques, condes e marqueses. Foram essas as primeiras oligarquias que dominaram a população nativa (poucos brancos e muitos mestiços, índios, pretos alforriados e escravos), mandando e desmandando, com seus caprichos, arbitrariedades e privilégios, destacando-se o da quase absoluta impunidade pelos crimes praticados. Do ponto de vista do controle social, a colônia foi um grande campo de concentração (subordinado aos caprichos do mandante). Os militares sempre constituíram uma classe privilegiada, acima das leis do rei; contrariavam as leis e eram tolerados pelo seu poder e pelas suas armas, assim como pela capacidade de liderar tropas e defender os interesses da monarquia. Ainda hoje contam com uma Justiça especial, um foro especial, distinto dos demais criminosos. Outro exemplo de privilégio é o foro especial para os altos cargos da nação assim como a prisão especial (cautelar) para aqueles que possuem curso superior.

                       06. “Num ambiente em que todos sempre foram desiguais perante a lei, a desigualdade não é problema. É tradição” (R. Raminelli). No Brasil, portanto, todos (tradicionalmente) lutam por privilégios (não por igualdades de oportunidades ou mesmo igualdade perante a lei). O que nos compraz é o privilégio, não a igualdade. Triste país o que está tão perto dos caprichos e dos personalismos, dos desmandos, da ausência do império generalizado da lei, dos privilégios, das imunidades de classe (impunidade, v. G.) e tão longe da igualdade de oportunidades assim como da igualdade perante as leis. Temos muita dificuldade de lidar com as normas gerais (no trânsito, por exemplo) porque (os elitizados, os das camadas de cima) são criados em casas (e escolas) onde, desde a mais tenra idade, se aprende (educação se aprende em casa!) que há sempre um modo de satisfazer nossas vontades e desejos (e caprichos), mesmo quando isso vá de encontro com as normas do bom-senso e da coletividade (DaMatta, O que faz o brasil, Brasil?.

                      07. O dilema brasileiro (segue o autor citado) reside no conflito entre a observância das leis gerais e o “jeitinho” que se pode encontrar para burlá-las em razão dasrelações pessoais. Nós não admitimos (em geral) ser tratados como a generalidade, sim, queremos sempre o atalho, o desvio, o respeito incondicional à nossa “superioridade natural”. O indivíduo que deve obedecer as leis gerais não é a mesmapessoa (distinguida) que conta com relações sociais e privilégios “naturais” (que não poderiam ser contestados). O coração do brasileiro elitizado, hierarquicamente “superior”, balança entre esses dois polos (DaMatta). No meio deles está a malandragem, a corrupção, o jeitinho, os privilégios, as mordomias e, evidentemente, o “Você sabe com quem está falando?”. Claro que a lei, com essa mediação social, fica desprestigiada, desmoralizada. Mas ela é insensível e todos que pisam na sua santa generalidade e igualdade (um dos mitos com os quais os operadores jurídicos normativistas trabalham) ficam numa boa e a vida (depois do desmando, do capricho, da corrupção, do vilipêndio, do crime impune, do jeitinho, da malandragem) volta ao seu normal (DaMatta).

 

PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO

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Ninguem Consegue Se Matar

logo PENSE NISSOPENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

Ninguém Consegue Se Matar

                         (Reynollds Augusto)

A questão da vida e da morte sempre intrigou o ser humano. Mais do que a morte, a vida é um grande mistério. Espíritos imortais que somo, criados na madrugada do tempo, simples e sem saber, estamos nos movimentando para adquirir experimentos do sentir e do saber. Até rimou.

De vez em quando, aqui no Vale do Piancó, o noticiário local dá conta de que um dos nossos irmãos suicidara-se. É interessante que quando o fenômeno acontece próximo de nós, ficamos circunspectos, ensimesmados, tristes. Como alguém tão próximo, que produziu tanta vida, pode ter ceifado o bem mais precioso de toda a Terra?

Não há respostas convincentes. Depressão? Tristeza? Melancolia?

A grande verdade é quando pensamos em dar cabo ás nossas vidas, o objetivo primeiro é se livrar do sofrimento, da prova, da expiação. É uma fuga, que definitivamente não acontece de verdade, pois nós não somos o corpo e sim estamos no corpo. É uma atitude grave, pois só quem pode tirar a nossa vida é Deus, a ordem natural. Saímos mais compromissados e como não é possível fugir do progresso próprio, voltaremos ao palco terrestre em condições menos favoráveis.

Eu, do alto da minha ignorância, não saberei dizer se é mais grave matar, ou matar-se. Talvez matar-se. Pois a decisão impensada ocasiona graves efeitos á vida daqueles que conviviam conosco. É uma prova de egoísmo, um das chagas da humanidade ou uma profunda falta de fé. Não essa fé equivocada das religiões. Mas aquela certeza íntima de que o “Pai” quer o melhor para os seus filhos e que as dificuldades na vida, são reações do que somos e do que pensamos, sendo passageiro o experimento, mas necessário

“Quando mais se adentra a madrugada, mais próximo está o alvorecer de um novo dia”. Gosto dessa frase. Em um minuto apenas, tudo muda. Enquanto estamos sofrendo Deus está providenciando o auxílio.

A perda de entes queridos é um dor que atinge a todos. Representa um prova ou uma expiação, sendo fenômeno comum da lei. O “cabra” nasceu, começou a morrer. Mas só o corpo morre.

Estamos todos na contagem regressiva e não adianta antecipar porque esse “intensivão” por aqui é curto demais e aproveitá-lo o máximo possível é a certeza de que subiremos mais rápido um degrau da escala da evolução.

Resta-nos orar. Vibrar e pedir a Deus para que ele possa ajudar o suicida a reencontrar o seu caminho o mais rápido possível.

Alguém da minha infância fugiu da vida. Mas essa é uma fuga falsa.

A nossa meta é a felicidade.

Que ela encontre a sua, pois a vida continua;

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO.

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“Triste Direito de Greve”

Barba“Triste Direito de Greve”

               ( Reynollds Auusto)

 

Eu sou cliente do histórico Mercadinho “Santo Antônio”, da Rua Treze de Maio, na cidade de Itaporanga, herdado por meu amigo de infância, Zeucles. O seu velho pai, Seu Antônio, não tão velho assim, partiu cedo para a pátria espiritual e deixou a destemida, Dona Terezinha, para cuidar dos meninos.

 Desde o tempo da minha avó Maria Perpetua que ando por aquelas bandas. Já disse a ele que não compraria mais fiado. Como todo bom vendedor, me convenceu do contrário, dizendo que quem não compra fiado não tem crédito. Não há como saber se é um bom pagador. Eu procuro sê-lo, principalmente porque o Zeucles me concede automaticamente o “DCE” (Desconto para Clientes Especiais).

Deve ser por isso que honro os meus compromissos em dia. Receber o DCE estimula o pagamento.Mas, hoje fui fazer umas compras  e ele aquiesceu a minha nova “capa”. Resolvi deixar a barba crescer para mudar a cara. Convidei-o a fazer o mesmo. Não concordou, pois a sua mulher “Bá”, que estava bem próximo, no momento ,logo revidou, dizendo que não admitia e que era terminantemente proibido.  Disse a ele que isso seria “atitude de macho”, mas ele reforçou que o “macho” da sua casa, infelizmente, é a sua mulher. Pois quando quer faz umas greves insuportáveis, ele não agüenta. “Bá” não deixa barato.

Mas falei ao Zeucles, em tom moderado, que aquela seria as últimas horas da minha linda barba, eleita pelas redes sociais como a barba mais linda do pedaço, sem nenhuma falsa modéstia. É que a minha mulher, não muito solidária, bateu o pé e disse que de hoje não passaria, senão iria fazer aquela greve geral. Deve ter conversado com “Bá”.

Tive um impacto. O protesto foi grave demais e quando a minha mulher ameaça, ela faz mesmo. Conheço o “meu gado”. Resolvi aceitar a proposta (ameaça), pois nessa “guerra” não há paridade de armas. Com certeza perderia o embate. Não podendo derrotar o inimigo o mais certo é juntar-se a ele. Esse tipo de greve se torna grave, pois ameaça a emoção e pode produzir sensibilidade, prejudicando o coração.

Estou indo agora ao barbeiro, tristemente, fazer a barba, mas não poderia deixar de realizar o meu protesto em forma de memoriais.

E VIVA A BARBA! Símbolo da “Macheza”. Vou tirá-la, pois seria uma luta sofrível, sem vitoriosos e o bom senso faz parte das lutas da vida.

Tirei a barba.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

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Cada Um Com a Sua História

Filosofia EspíritaCada Um Com Sua História

(Reynollds Augusto)

 

Cada pessoa é uma escritora de sua vida é a construtora do seu próprio destino. Nessas páginas podem ser escritas tudo de bom ou de ruim, isso é plantação.

Mas, vez por outras somos “pegos de surpresa”, pois certos acontecimentos difíceis surgem quase que inopinadamente no nosso caminho. É a vida cobrando-nos os equívocos, isso é colheita.

“A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Isso é Jurisdição Divina.

Ainda bem que Deus divide a promissória e pagamos em suaves prestações, isso é oportunidade.

O fardo é, mesmo assim, devido aos erros, leve e os ombros suportam, pois o objetivo da Justiça Divina é ajeitar o desavisado, para colocá-lo na estrada reta do aperfeiçoamento.

Hoje eu estava lendo as páginas de um livro que ganhei de presente em dezembro de 1989, da minha amiga cearense Célia Aires Brito, “Seareiros de Volta”. O tempo nos separou. Tentei encontrá-la no face, mais não logrei êxito.

Ela Passou uma temporada na cidade de Itaporanga, quando trabalhava na agência do Banco do Brasil e seguiu o seu destino , escrevendo a sua história, no livro do Tempo, guardado na Biblioteca Universal da vida, que não se acaba nem com a morte do corpo físico. Sempre foi uma pessoa sensata, sensível.

Mas o texto é intitulado “TEM BOM ÂNIMO”, do Espírito CLÉIA ROCHA, no ensinando que por mais turbilhonária e dolorosa seja a nossa existência não devemos esquecer três recursos essenciais que sustenta a nossa paz íntima: 1) A prece; 2) As leituras edificantes e o mais importante

3) O serviço desinteressado em favor do próximo.

O que você está escrevendo nas páginas de sua vida? PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO www.pensenisso.itaporanga.net

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SOMOS LIVRES?

 

Filosofia EspíritaSomos Livres?

(Reynollds Augusto)

 

O próprio Jesus, momento antes de realizar sua trajetória de ensinamentos, certa vez, passou quarenta dias no deserto, sozinho. Talvez para refletir na sua missão, que não seria fácil. Ou, manter contato com o Pai reservadamente, haurindo forças para começar e completar a sua meta, o mais provável.

 

Espírito angelical, que veio das dimensões mais sublimes do universo infindo para encarnar em um escafandro limitado, condizente à nossa realidade psíquica, é coisa de louco. Só muito amor para vir ensinar a esse bando de feras, egoístas e orgulhosos, que somos todos nós.

 

Passados mais de dois mil anos de sua estadia por essas bandas do universo, a humanidade ainda sofre pela sua ignorância. Distorcem os seus ensinamentos, não conseguimos ainda nos libertar dos símbolos, das “muletas”. É brincadeira, como diz o meu venerável Zé Nilton, o que fazemos das pérolas que nos foram dadas.

 

Mas, não somos inteiramente livres. Queremos terminar o colegial, a faculdade, as “pós”, para encontrar a libertação e aprendemos que tudo isso são etapas de uma vida imortal (só o corpo morre). Etapas  de aprendizado.  Saímos de casa para libertação; cansamo-nos para libertação e ficamos presos a novos compromissos, pois a vida se chama movimento, trabalho, buscas, experimentações.

 

O próprio Jesus já dissera que “Meu pai trabalha até hoje” e completou e eu também.  Não podemos, no estado em que nos encontramos ter uma liberdade plena e nem nunca teremos , pois tudo está relacionado a tudo.

 

Esse foi o tema debatido quinta no nosso CURSO DE FILOSOFIA ESPÍRITA, com base na música do grande ELTON JONH, proposta pela nossa debatedora Cláudia Bandeira.

 

Lá é o nosso “deserto”. É a noite de reflexão com base na proposta espírita para que deixemos a vida menos grave. É momento de oxigenar a mente e ter aquele encontro sublime com o mestre Jesus, o nosso modelo e guia. Assim saímos dos impulsos de fraternidade, que fez por outra nos acometem, e aprendemos a fazer da vida uma constante aproximação com o alto, com Jesus, com Deus.

 

Quando vamos ao seu encontro é aliviada a caminhada, pois não sabemos o que nos reserva o futuro.

 

Aproveitemos cada dia de aprendizado, para o afastamento das ilusões, do orgulho e do egoísmo. Para encontramos a felicidade que, definitivamente, não estão nas coisas.

 

Quinta próxima é noite de filme. A entrada é um quilo de alimento

Venha ser feliz!

 

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O Direito de Deus

PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO

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PENSE-DIREITO1O DIREITO DE DEUS

O Amor Cobre Uma Multidão de Pecados

( Reynollds Augusto)

A maioria das mazelas sociais acontece porque somos materialistas demais. Não percebemos um palmo à frete do nosso nariz. Nossas religiões, nossos templos, estão, em sua maioria, servindo para incitar o nosso orgulho e o nosso egoísmo, as duas grandes chagas sociais. Tem muito cego conduzindo cegos e o fenômeno não é novo, Jesus já tratava disso.

 Por incrível que parece a religião, que deveria ser um caminho para aproximar o homem de Deus, faz exatamente o contrário, o distancia ainda mais. Nós ainda somos materialistas, atrasados, queremos simbolizar as teses espirituais e sustentamos o secundário, em detrimento do essencial, que é a nossa transformação moral e intelectual, que nos “arraiais” espíritas chamamos de evolução. As religiões apelidam se “salvação”.

 Essa semana construíram uma réplica do “Templo de Salomão”, não sei para que. Ou melhor, eu sei.

 É claro que todos nós, por pior que sejamos, estamos fadados à plenitude e plenitude é o desenvolvimento do amor e da razão. Nós precisamos aprender a amar, mas também, a saber. Se você sente e não sabe, sua vida fica medíocre; se você sabe e não sente, sua vida fica vazia.

 Não há condenação por tempo indeterminado no Direito de Deus. Mas ninguém conseguirá encontrar a plenitude sem antes desfazer-se do mal que se fez, reconstruir o que destruiu, é por isso que existe a reencarnação,hoje estudado em laboratório, por grandes mentes pensantes. Foi por isso que Jesus, um dos grandes que “desceu” a esse “orbezinho” disse que “ninguém poderá ver o Reino de Deus, se não nascer de novo. A turma tem essa proposição à conta de “Ressurreição da Carne”, que é impossível e um afronta as lei naturais.

 Na realidade, se trata da ressurreição do Espírito, que vem em outro corpo para continuar o seu progresso infindo, pois aqui para nós, uma vida de cem anos não dá para nada leitor. É um sopro e chega ligeirinho, ligeirinho.

 O nosso direito social o réu quando é considerado culpado será condenado, segregado da sociedade, para que possa, pelo menos na teoria, conseguir a sua recuperação, o que é quase impossível com esse modelo posto. Mas, vamos dizer que seja.

 No Direito de Deus não há condenação por tempo indeterminado. Se existisse inferno, que as religiões pregam, o direito social seria mais justo que o Direito de Deus, pois mesmo que você passasse a vida toda cometendo bobagens, ir para o inferno eterno seria uma pena desproporcional. Ainda bem que ele não existe e está apenas no nosso interior, com o céu também.

 O erro é resultado da inconsciência, ainda pensamos com crianças, como disse o apóstolo Paulo. O direito penal se aproxima da sistemática divina. Lendo a lei das execuções penais, quando o condenado demonstra bom comportamento ,pode se beneficiar do livramento condicional, com a progressão de regime. Pode até ser merecedor de saídas temporárias. Pode, também, até, ser diminuída sua pena no regime fechado ou semi-aberto, pelo trabalho. Um dia de pena a cumprir é diminuída, com três dias de trabalhos prestados. É a lógica da vida.

 O apóstolo Paulo disse que o amor ameniza as nossas dores.

 Faça o bem e ame, que a sua vida melhorará.

 A pena é diminuída, para que haja a reabilitação, pois ninguém foge da vida, nem com a morte do corpo físico.

 No fim, “Nenhuma só das ovelhas e perderá”.

 O bom pastor não deixará.

 Somos imortais.

 PENSE NISSO! MAS PENSE DIREITO

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Desvio de Rota

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Desvio de Rota

(Reynollds Augusto)

Todo mundo sabe que nós os espíritas temos uma “Festa Espiritual” que acontece todos os sábados, pelas 20 h, no Centro Espírita Jesus de Nazaré de Itaporanga. É um encontro feliz, reflexivo. É similar á missa dos nossos irmãos Católicos, ao culto dos nossos irmãos evangélicos e vou exagerar, àquela reunião dos poetas, que se encontram sempre para baterem um papo sobre a arte literária. Só que aqui o nosso tema é espiritualidade, racional, como é racional a vida, obra de Deus, de Alá, da causa, do grande arquiteto do universo ou sei lá mais o que. São nomes, apenas nomes. 

Essa noite quem fez o “exórdio”, que é uma espécie de entrada para a palestra da noite foi a minha amiga Corrinha, “irmã” da minha esposa Williana. Quando elas estão no celular é um “Deus nos acuda”. São horas de reflexões. E haja paciência. 

O tema preliminar da fala exordial foi o amor e confesso a vocês que fiquei maravilhado com a sua fala. O bom é que depois da primeira, ninguém segura mais. É o mestre nos chamando a sermos “pescadores de almas”.

Logo depois entrei no tema da noite, que trata de caminhos. Quando Deus, a causa, criou o espírito, o criou “simples e ignorante” ou “formatado”, como diz um grande amigo meu “Zerado” e a partir daí, amigo velho, é por nossa conta. 

A essência estagia nos reinos da natureza até atingir á condição de espírito e chegar a esse ponto leva alguns milênios. Foi por isso que o grande Leon Denis, asseverara que : “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem” e vou ser enxerido e acrescentar: e se conscientiza no angelical. Até lá, leitor, é chão, muito chão.

Mas a noite foi especial.

Qual o seu caminho?

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

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PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO ………………………………………………………………………..

IX SERTÃO JOVEM ESPÍRITA DE ITAPORANGA, 2014

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(Reynollds Augusto)

Nada mais exato do que a Coordenadoria Espírita do Vale do Piancó, órgão da Federação Espírita Paraibana, ter deixado o tema central, “ O Jovem de Bem” , para ser discorrido pelo bancário NETO BATISTA. A lógica encadeada, a fidelidade doutrinária, a forma de apresentação ao jovem estavam presentes.

A linguagem com o jovem deve ser outra. O tema não muda, pois os valores principiológicos da Doutrina Espírita, Cristianismo redivivo, são imorredouros, como a própria vida, pois a verdade é verdade em qualquer tempo e lugar. E ela liberta, segundo Jesus, o ser mais perfeito que “desceu” por essas bandas.

Esse tema , “ O Jovem de Bem” , tem similaridade com aquele outro, contido no Evangelho Segundo o Espiritismo, que tem as passagens Evangélicas de Jesus, de fundo moral, que servem a todos e a todas as religiões. Vale a pena recordar, estudar, para procurar viver:

“ O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.

Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.

Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.

Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.

O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.

Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.

É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.

Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.

Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.

Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.

É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.

Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.

Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.

Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.

Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.

Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.

Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.

O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)

O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.

Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.’

É essa a “salvação”.
O resto é enganação.

PENSE NISSO! MAS PENSE AGORA MESMO

 

 

 

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